Edição do dia 21/07/2014
21/07/2014 11h45
- Atualizado em
21/07/2014 11h45
Alexandre Garcia: 'Confusão de fios é resultado de um país desorganizado'
Para comentarista, transmissão de energia elétrica, via aérea, nas cidades está sujeita a ventos, galhos de árvores e, sobretudo, sujeita a gatos.
A rede elétrica se transformou em um emaranhado de fios desencapados em uma ameaça aos próprios moradores no Rio, em São Paulo e pelo Brasil afora. Fiação subterrânea que é um parâmetro de desenvolvimento ainda é raridade nesse país grande.
Grande, improvisado, desordenado. Essa confusão de fios é o resultado de um país desorganizado. Transmissão de energia elétrica via aérea dentro de cidades está sujeita a ventos, galhos de árvores, janelas de apartamentos e, sobretudo, sujeita a gatos, esse nome tão comum para furtar eletricidade. E a conta vai acrescida de 17% para os outros.
Como em todas as atividades em que há sonegação de pagamento, vai para o bolso de quem está legal. Quinze por cento de desvio não é pouco, dá o estado do Espírito Santo inteiro de prejuízo.
Na eletricidade, a sonegação de pagamento está exposta nas ruas, nos postes engordados por ligações, que de clandestinas não têm nada, porque estão à vista de todos os que não fecham os olhos. E os fios que transportam energia, sobrecarregados por ligações não previstas, esquentam e ficam a um passo do colapso.
E é muito frequente o acidente vitimando pessoas sem habilitação para mexer na eletricidade. Dá duas mortes por dia, no Brasil. Energia elétrica não é para amadores. E a transmissão urbana de energia elétrica em postes, e mais fios de toda ordem, de todos os serviços, ajuda a deixar feias as cidades, além da possibilidade de furto e, mais ainda, o perigo da alta tensão sobre a cabeça das pessoas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário