segunda-feira, 24 de agosto de 2015


24/08/2015 08h57 -

'Dinheiro para educação é sagrado e intocável', diz Alexandre Garcia

Comentarista analisa caso da prefeita de Bom Jardim (MA), suspeita de desviar verbas da educação. 'Votar e fiscalizar vêm juntos', afirma.

Desvio de dinheiro público, coisa que não deve ter explicação. Esse é um problema que se repete pelo país afora: perda e desperdício do dinheiro público.
As pessoas perguntam como é que elegeram a prefeita. Na verdade, o candidato era o namorado dela, que acabou preso. Na última hora, descobriram que ele não era ficha limpa e ela se elegeu prefeita.
Agora a merenda escolar subiu à cabeça dela. Desviar dinheiro da educação é o mais grave dos delitos de Estado, porque educação é o único resgate possível do país, a única garantia de futuro. Dinheiro para educação é dinheiro sagrado e intocável.
A prefeita deve ter sentido que agora estamos em tempos em que ninguém está acima da lei e tratou de fugir. Seus cúmplices estão presos e não é em um presídio qualquer, estão em Pedrinhas. Semana passada, quase dois mil vereadores estiveram reunidos em Brasília e fizeram manifestação diante do Congresso Nacional, reclamando que os municípios estão falidos e precisam de mais dinheiro para a população.
Conversei com muitos deles e eles reconhecem que há desvios de dinheiro e de conduta, ressalvando que eles, manifestantes, são vereadores do bem. O Brasil tem 5.570 mil prefeitos. Como seria bom que ninguém fosse parecido com a prefeita de Bom Jardim, mas a gente sabe que não é assim. São cerca de 60 mil vereadores, como seria diferente se todos trabalhassem para seu povo, não para si.
Mas eles próprios reconhecem que há os do bem, portanto, há os do mal. E pensar que esses representantes, esses mandatários municipais, prefeitos e vereadores, são justamente os que estão mais próximos de seus mandantes e fiscais, que são os eleitores. Votar e fiscalizar vêm juntos. Mas só a certeza da punição pode mudar a cabeça dos mal-intencionados.
 
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  • Maria Rocha
    HÁ ALGUNS SEGUNDOS
    Maria Rocha Os vereadores deveriam fiscalizar o dinheiro arrecadado, mas não o fazem por temer que prefeito e prefeita os persigam e não os paguem, baseado nisto o dinheiro dos vereadores não deverão mais ser preciso permissão dos prefeitos e prefeitas. Cont...
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    • Maria Rocha
      HÁ UM MINUTO
      Maria Rocha Faz parte do orçamento e o presidente da Câmara passa a ser o responsável para repassar aos vereadores, caso o presidente faça o mesmo que a prefeita os vereadores tomam de conta e extingue o cargo de Presidente da Câmara.

    24/08/2015 08h43 - Atualizado em 24/08/2015 11h14

    Prefeita de Bom Jardim (MA) acusada de desvio milionário segue foragida

    Lidiane Leite é suspeita de comandar desvio de verbas da educação. 
    Segundo o Ministério Público, valor dos desvios chega a R$ 15 milhões.

    Em Bom Jardim, no interior do Maranhão, quem sumiu do trabalho foi a prefeita. Mas não foi por atestado médico, não. Ela está fugindo da polícia mesmo. Como o Bom Dia Brasil já mostrou, a prefeita Lidiane Leite é suspeita de levar uma vida de luxo com o dinheiro desviado da educação.
    O expediente na prefeitura de Bom Jardim é das 8h às 12h, mas o que se vê lá são salas vazias. A cidade de 40 mil habitantes está sem comando desde quinta-feira da semana passada, quando a Polícia Federal fez uma operação para prender Lidiane Leite, do Partido Progressista (PP). A prefeita é suspeita de comandar um desvio milionário de verbas da educação no município e de ostentar uma rotina de luxo e badalação com o dinheiro público. Verbas que segundo o Ministério Público chegam a R$ 15 milhões.
    A polícia conseguiu prender Antônio Gomes Da Silva, ex-secretário de Agricultura de Bom Jardim, e Humberto Dantas dos Santos, ex-namorado de Lidiane Leite. Os dois permanecem presos na Penitenciária de Pedrinhas, mas a prefeita é considerada foragida.
    O sumiço dela virou motivo de incertezas na cidade. “Fica ruim, porque não tem prefeita. Como que vai funcionar?”, pergunta um morador.
    "A prefeita sumiu. Sumiu e sumiu com o dinheiro ainda mais”, diz outro morador.
    Na Câmara, um grupo de vereadores aguarda o fim do prazo de 15 dias, previsto pela Lei Orgânica do município, para encaminhar um pedido de cassação da prefeita. Eles alegam que no momento estão impedidos de votar o afastamento da prefeita por força de uma medida cautelar da Justiça. “A gente está aguardando o posicionamento do Judiciário em relação a essa suspensão de a gente não poder julgar, afastar cautelarmente, a prefeita pela Câmara Municipal", explica o presidente da Câmara de Bom Jardim, Arão Souza, do PTC.
    A Polícia Federal passou o fim de semana fazendo buscas na tentativa de prender a prefeita de Bom Jardim. A vigilância se manteve reforçada em portos e aeroportos, nas rodovias e em fazendas de amigos, onde ela possa estar escondida.
    “Pelo tempo que ela está desaparecida, é muito provável que ela esteja recebendo auxílio de outras pessoas”, explica o superintendente da PF/MA, Alexandre Saraiva.
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    • Maria Rocha
      HÁ 3 MINUTOS
      Os vereadores deveriam fiscalizar o dinheiro arrecadado, mas não o fazem por temer que prefeito e prefeita os persigam e não os paguem, baseado nisto o dinheiro dos vereadores não deverão mais ser preciso permissão dos prefeitos e prefeitas. Cont...
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      • Maria Rocha
        HÁ 4 MINUTOS
        Faz parte do orçamento e o presidente da Câmara passa a ser o responsável para repassar aos vereadores, caso o presidente faça o mesmo que a prefeita os vereadores tomam de conta e extingue o cargo de Presidente da Câmara.
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