quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Edição do dia 30/09/2015
30/09/2015 08h53 - Atualizado em 30/09/2015 08h53

Corte no Farmácia Popular assusta e causa desgaste, diz Alexandre Garcia

Medida que atinge itens farmacêuticos com desconto vai afetar diretamente quem mais precisa, diz comentarista. SUS também ficará comprometido.

Dar para depois tirar é algo que contraria  princípios de “O Príncipe”, de Maquiavel. A retirada é mais lembrada que a concessão. A bondade é esquecida e fica o gosto de maldade. Isso que a presidente havia prometido, que no ajuste, o social seria intocável.
Pois há pouco se noticiou que serão cortados R$ 25 bilhões da área social. Inclusive esses itens da Farmácia Popular. Ficam os remédios gratuitos para pressão alta, asma e glicose alta, que beneficiam quem não pode pagar e também quem pode.
Isso acontece em um momento em que o próprio ministro da Saúde desabafou que "a saúde caminha para um colapso", quando já estava rifado para dar o cargo a um deputado do PMDB. Na terça-feira (29), ele foi demitido pela presidente, pelo telefone.
O corte de itens farmacêuticos com 90% de descontos, em um momento de crise como agora, vai atingir diretamente os que mais precisam, além de sobrecarregar, como o próprio Ministério reconhece, os sistemas estaduais e municipais de saúde, o que compromete o SUS.
Mas ainda é uma proposta do Executivo, para um orçamento que  deve ser submetido ao Congresso. Mas o anúncio, por si só, de novo contrariando Maquiavel, já assusta e causa mais desgaste para o governo, que precisa de apoio no ajuste no seu desajuste.
A propósito, anuncia-se que o deputado do PMDB que vai substituir o ministro demitido é um médico. Psiquiatra. Pura coincidência.
1
 
COMENTÁRIO
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.
RECENTES
POPULARES
  • Maria Rocha
    HÁ ALGUNS SEGUNDOS
    A nossa representante agora ataca a farmácia popular, tomara t que ela não precise de remédio que todo o dinheiro do Brasil e do mundo não possa comprá-lo. Pensa que só acontece com os pobres e quantos não estão perdendo os membros por brigas e não tem a microcirurgia nem o socorro como armazenar os membros. Os nossos e nossas representantes não atentam para isto pensando que não pode acontecer com eles e elas.
    Conforme Termo de Uso, comentários com conteúdo inadequado e spam poderão ser removidos a critério da Globo.com.
    • Maria Rocha
      HÁ ALGUNS SEGUNDOS
      Se ele fosse realmente psiquiatra extinguiria este Ministério e os outros e repassaria todo dinheiro para a saúde, educação e segurança, aí não teria colapso e com fiscalização, senão outros e outras como a prefeita sustentação lavam a burra. A fiscalização é melhor que Ministérios, que só repassam e deixam a Deus dará.
    Edição do dia 30/09/2015
    30/09/2015 08h53 - Atualizado em 30/09/2015 08h53

    Corte no Farmácia Popular assusta e causa desgaste, diz Alexandre Garcia

    Medida que atinge itens farmacêuticos com desconto vai afetar diretamente quem mais precisa, diz comentarista. SUS também ficará comprometido.

    Dar para depois tirar é algo que contraria  princípios de “O Príncipe”, de Maquiavel. A retirada é mais lembrada que a concessão. A bondade é esquecida e fica o gosto de maldade. Isso que a presidente havia prometido, que no ajuste, o social seria intocável.
    Pois há pouco se noticiou que serão cortados R$ 25 bilhões da área social. Inclusive esses itens da Farmácia Popular. Ficam os remédios gratuitos para pressão alta, asma e glicose alta, que beneficiam quem não pode pagar e também quem pode.
    Isso acontece em um momento em que o próprio ministro da Saúde desabafou que "a saúde caminha para um colapso", quando já estava rifado para dar o cargo a um deputado do PMDB. Na terça-feira (29), ele foi demitido pela presidente, pelo telefone.
    O corte de itens farmacêuticos com 90% de descontos, em um momento de crise como agora, vai atingir diretamente os que mais precisam, além de sobrecarregar, como o próprio Ministério reconhece, os sistemas estaduais e municipais de saúde, o que compromete o SUS.
    Mas ainda é uma proposta do Executivo, para um orçamento que  deve ser submetido ao Congresso. Mas o anúncio, por si só, de novo contrariando Maquiavel, já assusta e causa mais desgaste para o governo, que precisa de apoio no ajuste no seu desajuste.
    A propósito, anuncia-se que o deputado do PMDB que vai substituir o ministro demitido é um médico. Psiquiatra. Pura coincidência.
    1
     
    COMENTÁRIO
    Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.
    RECENTES
    POPULARES
    • Maria Rocha
      HÁ ALGUNS SEGUNDOS
      A nossa representante agora ataca a farmácia popular, tomara t que ela não precise de remédio que todo o dinheiro do Brasil e do mundo não possa comprá-lo. Pensa que só acontece com os pobres e quantos não estão perdendo os membros por brigas e não tem a microcirurgia nem o socorro como armazenar os membros. Os nossos e nossas representantes não atentam para isto pensando que não pode acontecer com eles e elas.
      Conforme Termo de Uso, comentários com conteúdo inadequado e spam poderão ser removidos a critério da Globo.com.
      • Maria Rocha
        HÁ ALGUNS SEGUNDOS
        Se ele fosse realmente psiquiatra extinguiria este Ministério e os outros e repassaria todo dinheiro para a saúde, educação e segurança, aí não teria colapso e com fiscalização, senão outros e outras como a prefeita sustentação lavam a burra. A fiscalização é melhor que Ministérios, que só repassam e deixam a Deus dará.