terça-feira, 8 de maio de 2012



“Dou-vos a minha paz. A minha paz eu vo-la entrego”, diz Jesus. Não como o mundo a dá.
Quando falamos em paz, exatamente em que pensamos? Pensamos em ausência de guerra, pensamos em ausência de conflitos, pensamos em tranquilidade psicológica interna e satisfação com a própria vida.
Não é exatamente esta a paz de Cristo. Para Ele, paz traduz o famoso vocábulo hebraico ou aramaico semita, Shalom. Mas que significa Shalom na Sagrada Escritura? Shalom significa o conjunto de todos os bens que Deus nos quer dar e efetivamente dá, quando encontra um coração disposto a recebê-lo.
Esta paz que Jesus concede, pode conviver, e de fato convive muitas vezes, com dificuldades, com sofrimentos deste mundo, com uma vida provada e com outras tantas tentações de que não estamos jamais libertados inteiramente.
No entanto existem pessoas que são capazes de conjugar as duas realidades. Estas são as pessoas que tem a paz de Cristo.
Um mar, na sua superfície, pode estar agitado, pode possuir ondas grandes, gigantescas, ameaçadoras, mas lá no fundo as águas estão tranquilas, lá no fundo não há nenhuma agitação. Assim acontece com aqueles que possuem a paz que Jesus promete e que é dom do Ressuscitado no Espirito Santo.
Não é uma paz superficial, não é a ausência completa de todos os sofrimentos desta existência, quem esta ausente, ou melhor, quem está livre de todas estas coisas? Quem esta ao abrigo de qualquer intempérie desta vida? Uma vida sem sofrimentos, uma vida sem choques, uma vida sem turbulências, não existe! Não existe para os que são ricos e não existe para os que são pobres. Não existe para os que creem e não existe também para os que não creem.
Mas a diferença está exatamente aqui a paz de Cristo quando realmente reina em nossos corações, no íntimo e no fundo trás tranquilidade. Trás segurança diante de Deus. Ausência sim de remorsos ou pesos de consciência e capacidade de assumir e enfrentar as próprias intempéries, os próprios desafios oferecendo-os a Deus.
E assim nós encontramos muitos cristãos do passado e do presente que embora agitados ou provados duramente na superfície da existência por um motivo ou por outro, no fundo estão em paz consigo mesmo, no fundo estão em paz com Deus, no fundo confiam a Deus e se entregaram totalmente em Suas mãos.
O contrario disto é a profunda ansiedade que agita a pessoa totalmente, agita a pessoa desde dentro do coração. Esta não convive com a paz que Jesus nos trás.