sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

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Brasília era uma ilha nesse mar de sangue. Já não é. Fomos pioneiros no uso do cinto e no respeito à faixa do pedestre. Mas então, alguma mente genial inventou que o pedestre tinha que pedir licença ao motorista para usar a faixa fazendo o tal sinal de vida. Pronto, a faixa, que era do pedestre, passou a ser do motorista.
E aí recuou-se de um processo civilizatório. Ainda assim, a capital do país é o lugar onde mais se respeita a faixa de pedestre no Brasil, embora isso não seja exemplo de situação ideal. Há a cultura de o pedestre caminhar na rua, há a cultura de que quem está dentro de um carro é superior a quem não está.
09/01/2015 08h58 - Atualizado em 09/01/2015 08h59
Trânsito tem massacre de 12 pessoas a cada 2 horas, diz Alexandre Garcia
Mortes em acidentes de trânsito aumentam 14% mesmo com fiscalização. Para analista, 'o que intimida é a certeza da punição, não o tamanho'.
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Apesar da fiscalização reforçada e dos radares eletrônicos, a violência no trânsito em Brasília aumentou. Brasília já foi exemplo nacional de respeito à faixa de pedestre. Hoje tem motorista que ainda respeita mas está longe ser um modelo no trânsito. As infrações são as mais variadas. Vão desde dirigir falando celular até conduzir o carro embriagado. Resultado disso: aumento de 14% no número de mortes em acidentes.
O que intimida é a certeza da punição, não o tamanho da punição. A fórmula em Brasília da mão direita segurando o celular, o braço esquerdo segurando a porta do carro e o pé direito no fundo do acelerador. Todo mundo está chocado com o massacre de 12 pessoas em Paris. No trânsito brasileiro, massacre de 12 pessoas acontece a cada duas horas, o ano inteiro. O seguro obrigatório, o DPVAT, indenizou no ano passado 55 mil mortes no trânsito e 444 mil casos de invalidez permanente.
Brasília era uma ilha nesse mar de sangue. Já não é. Fomos pioneiros no uso do cinto e no respeito à faixa do pedestre. Mas então, alguma mente genial inventou que o pedestre tinha que pedir licença ao motorista para usar a faixa fazendo o tal sinal de vida. Pronto, a faixa, que era do pedestre, passou a ser do motorista.
E aí recuou-se de um processo civilizatório. Ainda assim, a capital do país é o lugar onde mais se respeita a faixa de pedestre no Brasil, embora isso não seja exemplo de situação ideal. Há a cultura de o pedestre caminhar na rua, há a cultura de que quem está dentro de um carro é superior a quem não está.
Nas cidades brasileiras, avós, tios e pais atravessam a faixa de pedestre com o sinal fechado para pedestre, levando os pequeninos pela mão e perpetuando neles esses hábitos não civilizados. Aí, a consequência é a matança, infinitamente superior à matança praticada pelos fanáticos na França.
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  • Maria Das Neves Rocha É uma bandalheira. Tem um país, que não tem lei nenhuma e não é obrigado a tirar carteira e as ruas são bem estreitas e os motoristas fazem verdadeiro malabarismo e nunca houve um acidente. Acho que foi numa cidade da Índia, que mostrou no mais você. No Brasil cheio de leis, de exigência para levar mais o dinheiro do povo e o pior levam o veículo, fez bem os ladrões levarem os carros que estavam no pátio evitou-se ser leiloado a preço de banana. Se eu fosse Presidenta não ia permitir que levassem os carros, pois a multa é o suficiente, querem deixar as pessoas mais para baixo, pensando que carro é barato e que todos têm muito dinheiro. Outra comparando com a cidade da Índia quem quiser atravessar poderia ser em qualquer lugar e os veículos manterem a distância para aquele que parar de repente não colidir, esta mania os motoristas ainda não deixaram, estão sempre um colado no outro se pudesse passar por cima....