Alexandre Garcia: 'É incapacidade administrativa somada a ano eleitoral'
Comentarista ressalta que governo do DF gastou dinheiro com publicidade para mostrar que a saúde ia bem, embora fosse mal no noticiário.
Nesta quinta-feira (11) a equipe do Bom Dia Brasil pediu uma entrevista com o governador Agnelo Queiroz para que ele desse explicações e assessoria disse que não era hora de dar entrevista mas de pagar conta.
Não paga conta nem dá entrevista. O nome desse caos na capital do país é incapacidade administrativa somada a ano eleitoral. A crise na saúde no Distrito Federal vem de longe: madrugadas de filas, falta de médicos, falta de meios para os médicos, falta de leitos, falta de UTI, falta de remédios, falta do básico, falta de capacidade de gerenciar a saúde e, com frequência, denúncia de irregularidades nas compras e gastos em geral.
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Já imaginaram importar camas caríssimas que não passam pela porta dos quartos? Ou passar semanas com falta de uma simples dipirona em hospital público? Ou não ter o equipamento mais simples para auscultar o coraçãozinho de um feto? Ter tomógrafo, mas ele não funcionar? E não passar um dia sem que falte algum tipo de remédio na farmácia do SUS? E pacientes sendo mandados de um hospital para outro?
Em um sistema assim, as mortes evitáveis têm sido frequentes. O contribuinte é responsável pelo sustento de um sistema que não funciona. Mas quem será responsabilizado pelo não funcionamento do sistema? O legislativo local, que teria que fiscalizar, não fiscalizou.
No ano em que o governador quis ser reeleito, o governo gastou um dinheirão do povo para mostrar que a saúde ia bem na propaganda, embora fosse mal no noticiário. O que está acontecendo no Distrito Federal mostra a tremenda responsabilidade do voto: errar é pagar caro pela escolha.