quarta-feira, 5 de agosto de 2015


05/08/2015 09h26 - Atualizado em 05/08/2015 11h39

Câmaras de vereadores são alvo de protestos pelo país

Em SP, moradores criticam a criação de novos cargos em comissão. Já no norte do Paraná, população está revoltada com os gastos da Câmara.

Protesto em São Paulo. Moradores criticam a criação de mais de 600 novos cargos em comissão, criados pelos vereadores na Câmara Municipal. Os cargos são para assessores dos vereadores. Só que estes assessores não têm nem onde trabalhar. Nos gabinetes não cabem nem os 18 assessores de cada um dos 55 vereadores da capital. Agora, cada um pode contratar mais 12. Vão ter que trabalhar nas ruas.
Os manifestantes levaram mais de 600 cabides para protestar contra a lei das bancadas que aumentou o número de cargos nos gabinetes. A medida foi publicada no Diário Oficial no feriado municipal do dia 9 de julho.
Em nota, a Presidência da Câmara disse que as novas contratações não vão resultar em aumento de despesas já que a verba de cada gabinete vai permanecer a mesma, hoje ela está em pouco mais de R$ 130 mil por mês.
No norte do Paraná, população se revolta com os gastos da Câmara de Vereadores
Já no norte do Paraná, a população está revoltada com os gastos da Câmara de Vereadores. Por lá, eles estão cobrando redução no salário dos vereadores. O Bom Dia Brasil mostrou nesta terça-feira (4) que o presidente da Câmara de Jacarezinho teve até que sair escoltado pela polícia.
Sessão encerrada. O presidente da Câmara de Vereadores de Jacarezinho, norte do estado, deixa o plenário sob vaias. Valdir Maldonado, do PDT, não quis pôr em votação um projeto para reduzir os salários da próxima legislatura, de R$ 6.200 para R$ 788. E o jeito foi sair de carona no carro da polícia. Foi uma demonstração de força do grupo que tem um nome sugestivo: "todo poder emana do povo”.
O movimento nasceu de forma espontânea no dia 13 de julho, durante uma sessão da Câmara. O grupo protestava contra a votação de uma ementa que aumentou de 9 para 13 o número de vereadores na cidade. Um deboche, que teria vindo da mesa, foi o estopim de tudo.
Segundo o grupo, obra do vereador José Izaías Gomes, o Zola. Ele nega, mas vários integrantes dizem ter ouvido a mesma coisa. “Ele puxou o microfone de lado e meio que cochichou para o presidente da Câmara, vereador Valdir Maldonado, que meia dúzia de gato pingado não colocava pressão em ninguém”, diz Alberto Bonardi Jr, integrante do movimento.
O presidente da Câmara de Jacarezinho, Valdir Maldonado, do PDT, disse que tem até 90 dias antes das próximas eleições para avaliar o texto do projeto. E disse também que o salário dos vereadores tem de ficar como está. A próxima sessão é na segunda-feira.
Professores municipais lotam Câmara de Vereadores de Campo Grande, MS
Teve confusão também na Câmara de Vereadores de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
Professores municipais lotaram o plenário, no primeiro dia depois do recesso. Os professores de lá estão em greve há mais de 2 meses, pedindo reajuste de 13%. O município oferece 8,5%. Houve bate-boca. Dois professores foram presos, depois de brigar com funcionários da Câmara. Os manifestantes também protestaram contra o pagamento de propina em obras públicas, denunciado em uma operação da Polícia Federal.
    05/08/2015 08h56 - Atualizado em 05/08/2015 10h48

    Alexandre Garcia: 'Por que não igualar o salário dos professores ao dos vereadores?'

    'Ou melhor ainda, por que não igualar o salário dos vereadores ao dos professores?', questiona comentarista sobre discrepância que revolta eleitores.

    Pátria Educadora. Mas parece que está se dando mais valor para os vereadores do que para os professores.
    Se eu puder fazer uma sugestão, eu sugeriria – já que professor é a mais nobre das profissões, é quem alfabetiza, ensina a pensar, desperta a curiosidade, leva conhecimento, prepara para a vida futuros vereadores, deputados: Por que não igualar o salário dos professores ao dos vereadores ou deputados? Ou melhor ainda, por que não igualar o salário dos vereadores ao dos professores? – o que seria valorizar os vereadores.

    Em Jacarezinho, no Paraná, por exemplo, um vereador ganha o equivalente aos salários de dez professores municipais. Será que um vereador diante disso pode falar em justiça social?
    É bom lembrar que a Constituição estabelece o máximo que pode ganhar um vereador como subsídio: de 40 a 75% do deputado estadual, dependendo do tamanho do município, mas não estabelece o mínimo.
    Não faz muito tempo que vereador de município como Jacarezinho, por exemplo, nada recebia em dinheiro, a não ser a honra de servir seus conterrâneos.
    Mas fica ilimitada a tal verba de gabinete, que na Câmara de São Paulo chega a R$ 130 mil por mês, por vereador. E 70% dos assalariados brasileiros precisariam trabalhar 20 anos para pagar imposto suficiente para sustentar o gabinete de um vereador de São Paulo por um mês.
    Dá para um vereador falar em justiça social? Vereador é servidor do seu povo, para representar o eleitor e fiscalizar o prefeito. Vereador é mandatário, o mandante é o eleitor e contribuinte.
    Agora eu faço uma pergunta prática: além dessas manifestações, mostrando que as pessoas não estão sendo omissas, será que as urnas do ano que vem vão conseguir filtrar, separar os bons dos ruins?
    E, principalmente, será que os partidos vão oferecer candidatos em que a gente possa votar sem erro?
    Mas não depende só do voto do cidadão. Isso é muito importante. Depende de uma mudança do sistema político, de financiamento para não se arranjar todo esse esquema, toda essa engrenagem que sangra os cofres públicos e que é um assalto ao bolso de todo mundo que trabalha de verdade no país, como professores, médicos e outros mais.
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    • Darlan Leal
      há 3 horas
      Igualar o salário dos professores ao dos vereadores, artistas, apresentadores de telejornais, etc.
    Maria das Neves Rocha
    600
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  • Maria Rocha
    há 5 horas
    Tem mesmo que acabar urgente com a farra do nosso dinheiro.