segunda-feira, 30 de março de 2015

    30/03/2015 11h07 - Atualizado em 30/03/2015 11h17

    Alexandre: 'qualidade do ensino é tão robusta quanto o juro bancário?'

    Comentarista avalia os principais desafios do novo ministro da Educação, Renato Janine, como a valorização da escola pública, 'hoje maltratada'.

    O novo ministro da Educação, Renato Janine, já andou falando nas redes sociais que ele terá que fazer mais com menos dinheiro em caixa. Apesar do lema “Pátria Educadora”, o desafio do novo ministro não é fácil, não.
    “Pátria Educadora” deve se referir ao ensino, porque educação é com o poder pátrio dos pais e mães – e não com a pátria –, em casa, onde a criança deve aprender a respeitar as leis, a respeitar os outros, a não mentir, a ter disciplina, a ter a curiosidade estimulada para que tenha o conhecimento que liberta.
    A escola dá o ensino das letras, das ciências e artes. Uma soma de aprendizado, em casa e na escola, que prepara para a vida, para a cidadania e para o exercício de atividade que remunera. E são dois lugares em que deve se mostrar que corruptos não são exemplo. Pelo menos, é assim que se desejaria.
    Mas, estamos no país em que para aprender, muitos têm que pagar o juro bancário de mais de 30% ao ano. Dá 10 vezes o juro subsidiado que o governo oferece. Já vão aprendendo que terão que viver em um país em que o crédito é caro.

    Aí a gente se pergunta: será que a qualidade do ensino é tão robusta quanto o juro bancário? Esse talvez seja o maior desafio do professor de Filosofia que agora assume o Ministério da Educação – e vai ter que trabalhar com pouco dinheiro: a qualidade do ensino. Vale dizer, a qualidade dos professores em todos os níveis e a capacidade deles de estimular o aluno.
    Outro desafio é a valorização da escola pública, hoje maltratada, invadida por alunos mal-educados em casa, por gente armada, gente vendedora de droga.
    Em suma, enquanto a prioridade para a educação não for real, for não apenas um lema propagandístico, não vai dar para apostar no futuro, já que educação é a base do que está escrito na bandeira: ordem e progresso.
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    • Maria Rocha
      Cont. por isto não temos excelente ensino muito menos excelentes cidades com saneamento, calçadas, mobilidade, ciclovias, hospitais e tudo mais. Fim desta dívida e mais repasse para os estados e municípios. Extinguindo todos os setores federais teremos mais dinheiro e os órgãos federais e funcionários passarão para os estados. Utopiakkk.
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  • Maria Rocha
    Cont. pois como os estados e municípios vão pagar dívida se o correto era o Governo Federal repassar mais e não cobrar nada, quem fez dívida foi para investir devido ao pouco recurso que repasssa e gasta sem necessidade com Ministérios e em alguns caso o desvio também conta, mas isto é um caso da justiça exigir que devolva e não os prefeitos e governadores ficarem devendo
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  • Maria Rocha
    A educação nunca vai chegar onde a Constituição rege que é dever do estado e não como a Dilma quer com os que não conseguiram as poucas vagas. Se são 100 milhões que pretendem entrar numa Universidade, então teria que ter estas vagas e não os educandos pagarem com juro absurdo e ao se formar devolver, para que isto ocorra precisamos acabar com presidencialismo e os governadores passam a governar o Brasil.