19/02/2014 10h59
- Atualizado em
19/02/2014 11h01
Alexandre Garcia sobre TCU: 'Vigilância não pode ser enfraquecida'
Comentarista ressalta importância na indicação ao
Tribunal de Contas da União para manter objetivo de fiscalizar, punir e
desestimular ilegalidades.
O pior é que o constatado e
mostrado na reportagem
é mais comum do que se imagina. Para o TCU é um lugar-comum, obras
feitas a toque de caixa para serem inauguradas com festa, sem projeto
básico. O custo acaba ficando mais alto, assinam aditivos, o
contribuinte paga o dobro e o resultado é o mau atendimento.
Ainda na terça-feira (18), convidado para falar no TCU, o ex-ministro
da Saúde Adib Jatene disse que está muito preocupado com a situação da
saúde. Repasses federais são feitos a estados sem orientação e
procedimentos mínimos, e acabam ensejando desvios e superfaturamento,
segundo o TCU.
Quando a fiscalização do Tribunal de Contas chega, já é tarde, o
dinheiro já foi jogado fora. O resultado é obra mais cara, mal feita e
má prestação de serviço. O tribunal reconhece que há boas ideias, mas as
ideias são mal realizadas.
Hoje, outra preocupação do TCU é com o preenchimento da vaga do
ministro que vai se aposentar. Ainda na terça (18), o Tribunal de
Justiça de Brasília afastou um ex-chefe de gabinete do governador Arruda
que foi flagrado recebendo dinheiro – e que tinha sido nomeado para o
Tribunal de Contas local.
A indicação agora está envolvendo o governo e o Senado e não pode
aparelhar o TCU com gente sem conduta ilibada e com o passado sujo –
isso afetaria o objetivo de fiscalizar, punir e desestimular
ilegalidades.
Integrantes do TCU ficam de cabelo em pé com o que encontram; sabem
mais que o contribuinte sobre as contas públicas e essa vigilância não
pode ser enfraquecida.