quarta-feira, 12 de junho de 2013

O Alexandre Garcia comentou hoje,12, sobre a diminuição do salário dos professores em Juazeiro do Norte aprovado ridicularmente pelos vereadores. Os professores irão receber menos de 600,00 e os vereadores 10.012,00. Não sei quando teremos um presidente que acabe com tantas mazelas com nosso dinheiro, tenho batido nesta tecla centenas de vezes e ainda não tem nenhum candidato que diga o que deveria ser mudado na Constituição e no sistema do Brasil como acabar com fundo partidário, acabar com ENEM e as pessoas entram na Universidade automático e o ensino atrelado ao emprego, acabar com armas com balas letais e trocar pelas não letais e quem quiser pode usá-las, acabar com indicação diretor de escola, tribunal de contas, judiciário etc. pelo presidente, governador e prefeito ser por mérito e votação interno, acabar com cobrança de imposto e o governo federal se auto sustentar com produção, acabar com tantos prédios suntuosos, reduzir o atendimento em uma praça ou nas res idências deles.

. A prioridade é o desestímulo à educação. Vamos ser realistas: quanto vale um bom professor, que prepara o futuro, que ensina quem vai ser político, médico, engenheiro, padeiro, vidraceiro, comerciante, industrial? Quanto vale, comparando com um vereador ou deputado? Vale mais quem faz a lei ou quem faz o futuro? O que liberta, o que transforma o servo em cidadão, senão o conhecimento, o saber? O bom professor ensina a raciocinar. Será esse o perigo? Raciocinar? Porque é o que se deve fazer na hora do voto, por exemplo, ou na hora de pagar impostos, na hora de olhar para os representantes nos legislativos, nos palácios de governo, na rotina de os mandantes fiscalizarem os mandatário


Edição do dia 12/06/2013
12/06/2013 08h13 - Atualizado em 12/06/2013 08h13

'Em todo o país, prioridade teria que ser a educação', diz Alexandre Garcia

O jornalista diz ainda que com o valor gasto pelo governo com ônibus para levar os alunos às escolas distantes, poderia ter construído outras escolas.

Dois mil professores devem ter o salário reduzido em até R$ 600. A medida provocou reações.
A prioridade é o desestímulo à educação. Vamos ser realistas: quanto vale um bom professor, que prepara o futuro, que ensina quem vai ser político, médico, engenheiro, padeiro, vidraceiro, comerciante, industrial? Quanto vale, comparando com um vereador ou deputado? Vale mais quem faz a lei ou quem faz o futuro?
O que liberta, o que transforma o servo em cidadão, senão o conhecimento, o saber? O bom professor ensina a raciocinar. Será esse o perigo? Raciocinar? Porque é o que se deve fazer na hora do voto, por exemplo, ou na hora de pagar impostos, na hora de olhar para os representantes nos legislativos, nos palácios de governo, na rotina de os mandantes fiscalizarem os mandatários.
Começa em casa e na escola. E como estão as escolas? Como templos do futuro, como os prédios mais acolhedores do país, como na China? Escolas precárias, educação precária. E não é só no norte e nordeste. Na capital do país, uma escola foi erguida sobre um lixão. Está interditada há um ano porque do chão sai gás metano.
Como o que o governo gastou de ônibus para levar os alunos para escolas distantes, já poderia ter construído outras escolas. Em Juazeiro do Norte e em todo o país a prioridade teria que ser educação, ou perder o futuro.
Se a lei for mantida, um professor de Juazeiro do Norte que tem graduação e cumpre 20 horas de aula por semana vai receber R$ 887,34 por mês. Os mesmos vereadores que aprovaram a lei ganham R$ 10.012,00 para participar de duas sessões plenárias por semana.
“Juazeiro está de luto e triste com esse corte radical para os nossos professores”, declara a professora Francisca Bezerra.

Edição do dia 12/06/2013
12/06/2013 08h54 - Atualizado em 12/06/2013 08h54

Professores de Juzeiro do Norte (CE) têm salários reduzidos em até 40%

A medida foi tomada em uma sessão tumultuada na Câmara Municipal. O corte vai afetar 1.815 professores da rede pública da cidade.

A Prefeitura de Juazeiro do Norte, no interior do Ceará, adotou uma medida extrema para cortar os gastos: decidiu reduzir os ganhos dos professores. A medida foi aprovada pelos vereadores, que não tiveram os salários alterados.
O corte nas gratificações vai afetar os 1.815 professores da rede pública de Juazeiro do Norte.

A redução, em alguns casos, chega a 40% do salário. Para uma professora, o impacto vai prejudicar o tratamento de saúde, que ela pagava com o adicional. “Vai ser difícil pagar o plano de saúde. Vou ter que fazer cortes em outras despesas”, explica Flaith Bezerra Xavier.
A medida foi tomada em uma sessão tumultuada na Câmara Municipal, com protestos dos professores.
Para a prefeitura, foi a única maneira de ajustar a folha de pagamento. A secretária de Educação afirma que havia contratações demais e excesso de horas extras. Segundo ela, isso impedia o investimento em outros setores. “Pintura, retelhamento, banheiros entupidos, muita coisa a ser feita. Com a folha desse jeito era impossível a gente fazer as duas coisas: pagar muita gente sem necessidade e consertar as escolas”, afirma Célia Viana.
Representantes dos professores querem anular a sessão que reduziu as gratificações. Eles afirmam que o projeto não foi discutido entre os vereadores, respeitando o regimento da Câmara.
“A gente está organizando toda a documentação e vamos buscar na Justiça a tentativa da anulação da sessão”, afirma Mazé dos Santos, do Sindicato dos Servidores Públicos.