'Não é acidente', diz Alexandre Garcia sobre queda de passarela no Rio
Um dia após tragédia, caminhões são flagrados na mesma via. 'Quem é responsável por permitir transgressão continuada?', questiona comentarista.
Não foi acidente, não; isso é resultado de anos de erros sem aprendizado. Em 1971, o Elevado Paulo de Frontin estava em construção e o tráfego prosseguia normal por baixo do concreto ainda não consolidado. Aí, a obra não resistiu ao peso de caminhões betoneira que passavam sobre ele e caiu em cima de um ônibus e outros veículos: 26 mortos.
Em 2010, em Sorocaba, aconteceu acidente igualzinho, porque a caçamba estava levantada e derrubou a passarela, matando duas pessoas. E não se estabeleceu norma para evitar que a caçamba fosse erguida por acidente e para que o motorista fosse avisado.
Aliás, nesta terça-feira (28), tentaram avisar o motorista, com sinais, buzina, parece que ele não entendeu, ele não olhou pelo retrovisor, ele não ouviu o barulho do ar na caçamba levantada. Aliás, o que fazia lá o caminhão, em horário proibido?
O que faziam lá outros caminhões, no mesmo horário, como mostram estas gravações, como acabamos de mostrar nesta edição do Bom Dia Brasil? Lá do nosso helicóptero mostramos de novo caminhões circulando por lá. Quem fiscaliza? A prefeitura, o estado, a concessionária? Quem é responsável por permitir uma transgressão continuada de uma proibição?
O que faziam lá outros caminhões, no mesmo horário, como mostram estas gravações, como acabamos de mostrar nesta edição do Bom Dia Brasil? Lá do nosso helicóptero mostramos de novo caminhões circulando por lá. Quem fiscaliza? A prefeitura, o estado, a concessionária? Quem é responsável por permitir uma transgressão continuada de uma proibição?
Por isso eu digo: não é acidente; é resultado de falta de método. É por isso que se escava no Leblon, se concretam e cortam cabos telefônicos, se põe capa de asfalto sem levantar o bueiro, deixando um degrau que corta pneu e entorta roda.
Por isso um guindaste cai em uma obra de estádio. Por isso um estádio trinca com o vento. Por isso casas desabam na encosta. Por isso vem uma passarela que termina e depois fazem uma estrada. Não é acidente, não é obra do acaso; isso tem outro nome.