05/02/2014 08h47
- Atualizado em
05/02/2014 08h47
'São necessários mais mamógrafos', diz Alexandre Garcia
Além de mais médicos, há necessidade de mais
aparelhos de mamografia, segundo comentarista. Mamógrafos estão
sucateados nos hospitais públicos.
Falta mamógrafo, sim, até nas regiões que têm 44% dos mamógrafos, no
Sul e no Sudeste. Mas ano de eleição faz milagre. Aqui no Distrito
Federal já está chegando a quarta carreta com mamógrafo de excelência, e
fazendo mamografia em quem quiser fazer.
Nos hospitais públicos, com mamógrafos sucateados, se aplica uma regra
do Ministério da Saúde: mamografia só entre os 50 e os 70 anos. Como
ouvimos, o recomendado é mamografia anual a partir dos 40 anos ou antes,
se houver histórico de câncer na família.
Os médicos se preocupam com o baixo número de mulheres que procuram o
exame, talvez pelas dificuldades crônicas do sistema público, a falta de
mamógrafos, a má qualidade desses aparelhos e a longa espera para fazer
o exame.
Também há o medo de encontrar alguma coisa, e isso mantém muita gente
distante do exame, que é necessário. Mas estamos falando de São Paulo,
da capital do país, onde a situação pode ser ruim, mas não é a pior.
Brasília é uma amostra do que acontece nas regiões mais abandonadas pela
saúde pública.
Mulheres vindas do Nordeste que procuram os hospitais públicos de
Brasília já chegam em estado terminal de câncer no seio, restando apenas
aplicar paliativos. Além de mais médicos, são necessários mais
mamógrafos.