quarta-feira, 12 de março de 2014


Edição do dia 12/03/2014
12/03/2014 09h50 - Atualizado em 12/03/2014 09h50

'PMDB e governo estão em um cabo de guerra', diz Alexandre Garcia

Comentarista afirma que 267 votos a favor da investigação contra a Petrobras mostram um desabafo dos insatisfeitos na Câmara Federal.

O PMDB na Câmara - e em alguns estados - e o governo estão em um cabo de guerra. A terça-feira (11) foi um aviso sério de que a corda pode rebentar. Não apenas o PMDB, mas outros governistas, à exceção de PT e PC do B. Os 267 votos perfazem mais da metade da Câmara Federal, um desabafo dos insatisfeitos.
O PMDB mostrou que o que vale para votar a favor do governo vale também para participar das decisões, e quer participar desse presidencialismo de coalisão que, segundo o PMDB, não pode ser apenas de partido único, o PT.
Na demorada reforma ministerial, houve discussões envolvendo nomes e muito desgaste. O governo chegou a oferecer ao senador Vital do Rego um ministério, mas ele ficou solidário à bancada da Câmara.
Enquanto isso, o presidente do PT, Ruy Falcão, troca farpas com o líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha. As respostas saíram das assinaturas de 50 deputados do PMDB, dizendo: "Os ataques ao nosso líder são ataques ao PMDB”.
A presidente quer o vice presidente Michel Temer pacificando o partido, mas não está resolvendo. E tudo isso num ano eleitoral, em que PT e PMDB têm desencontros em candidaturas em estados importantes.
A manifestação da presidente, que acabamos de ouvir, foi antes da votação, que serviu como um aviso, porque outras convocações estão na fila.