segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Pergunte a Dilma se ela pelo menos perguntou a coisa chamado prefeito de Macapa de nome Clésio quantas crianças ficaram sem escola infantil atrelado ao profissional, vulgo, creche e ensino fundamental atrelado ao profissional ou se não dá conta porque pode não sobrar para as regalias passemos para a alçada dos empresários como na Alemanha só que está atrasado deveria ser logo na Universidade Infantil, que a Dilma ainda denomina de creche. Estamos vendo os outros países avançarem de uma maneira avassaladora e nós ainda na creche



Edição do dia 15/12/2014
15/12/2014 09h14 - Atualizado em 15/12/2014 09h29
Alexandre Garcia: 'Deixar a criança fora da escola é um crime para o país'
Brasil avançou na redução do trabalho infantil, mas os números ainda são preocupantes. Mais de 3 milhões de crianças ainda estão fora escola.
FACEBOOK
O Brasil avançou na redução do trabalho infantil, mas os números ainda são preocupantes.
Vimos alguns avanços, mas ainda são mais de 3 milhões de crianças fora escola. É um número que dá ideia do tamanho disso tudo.
O problema maior do trabalho infantil é deixar a criança fora da escola, o que é um crime para as crianças e para o país. Três milhões de crianças nessa situação dá ideia do tamanho dessa barbárie.
Outro problema é o trabalho perigoso, que põe em risco dedinhos e mãozinhas, como nas máquinas de sisal ou no manejo de facões. Eu trabalhei com 12 anos em uma padaria, ganhava um dinheirinho para comprar brinquedos e ganhava 10% sobre doces e pastéis que vendia, e me fez muito bem. Me mostrou que o trabalho enobrece e só se ganha dinheiro trabalhando e me abriu para o mundo das pessoas - me socializou, como é moda hoje dizer.
saiba mais
Maranhão lidera o ranking de exploração de mão de obra infantil
Mas era nas férias escolares – de verão e sob o sol forte. Hoje, há muito trabalho infantil familiar de ajuda aos pais no campo. Só não pode ser na hora da escola, nem prejudicando o trabalho escolar. Mas também há a exploração, em geral por pais viciados que põem os filhos na mendicância. Há o cúmulo da venda de menores à prostituição, uma mistura de desespero, ignorância e falta de noção sobre responsabilidade dos pais e exploração mesmo. Por isso o Estado, a Lei, teve que se interferir e generalizar.
E pais que não têm muita escolha, preferem o trabalho para evitar o crack. O preferível mesmo é a escola. Não escola apenas na escola. Escola principalmente em casa, que é onde se começa a aprender princípios para a vida adulta, como esse fundamental no país da corrupção: só o trabalho traz ganho honesto e faz dormir cansado, mas com a consciência tranquila.Edição do dia 15/12/2014
15/12/2014 09h14 - Atualizado em 15/12/2014 09h29
Alexandre Garcia: 'Deixar a criança fora da escola é um crime para o país'
Brasil avançou na redução do trabalho infantil, mas os números ainda são preocupantes. Mais de 3 milhões de crianças ainda estão fora escola.
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O Brasil avançou na redução do trabalho infantil, mas os números ainda são preocupantes.
Vimos alguns avanços, mas ainda são mais de 3 milhões de crianças fora escola. É um número que dá ideia do tamanho disso tudo.
O problema maior do trabalho infantil é deixar a criança fora da escola, o que é um crime para as crianças e para o país. Três milhões de crianças nessa situação dá ideia do tamanho dessa barbárie.
Outro problema é o trabalho perigoso, que põe em risco dedinhos e mãozinhas, como nas máquinas de sisal ou no manejo de facões. Eu trabalhei com 12 anos em uma padaria, ganhava um dinheirinho para comprar brinquedos e ganhava 10% sobre doces e pastéis que vendia, e me fez muito bem. Me mostrou que o trabalho enobrece e só se ganha dinheiro trabalhando e me abriu para o mundo das pessoas - me socializou, como é moda hoje dizer.
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Mas era nas férias escolares – de verão e sob o sol forte. Hoje, há muito trabalho infantil familiar de ajuda aos pais no campo. Só não pode ser na hora da escola, nem prejudicando o trabalho escolar. Mas também há a exploração, em geral por pais viciados que põem os filhos na mendicância. Há o cúmulo da venda de menores à prostituição, uma mistura de desespero, ignorância e falta de noção sobre responsabilidade dos pais e exploração mesmo. Por isso o Estado, a Lei, teve que se interferir e generalizar.
E pais que não têm muita escolha, preferem o trabalho para evitar o crack. O preferível mesmo é a escola. Não escola apenas na escola. Escola principalmente em casa, que é onde se começa a aprender princípios para a vida adulta, como esse fundamental no país da corrupção: só o trabalho traz ganho honesto e faz dormir cansado, mas com a consciência tranquila.
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