segunda-feira, 16 de junho de 2014
Edição do dia 11/06/2014
11/06/2014 10h36 - Atualizado em 11/06/2014 10h36
'É uma covardia do estelionatário', diz Alexandre Garcia sobre golpe a idoso
Para comentarista, idosos são alvo porque viveram em tempo de presunção da boa-fé. Além disso, exploração de idosos seria maior que o divulgado.
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Isso é mais comum do que parece. Cuidado com essas cartas de supostas instituições jurídicas, como eu recebi, comunicando que em determinado tribunal está à disposição a devolução de um plano disso, um plano daquilo, e que basta depositar um tanto para receber a bolada.
O problema dessa faixa etária é que essa gente viveu em outros tempos de presunção de honestidade, da boa-fé, da prestação gratuita de serviços. Tempos do 'por favor', 'obrigado'. Agora, nunca se sabe se esse belo tipo faceiro que o senhor tem ao seu lado é um bandido. Então é ficar com um pé atrás e - se for o caso - de bengala em punho.
É uma covardia do estelionatário, mas esse é o alvo principal. Quem está com a bondade exacerbada, está com a necessidade de prestar serviço ao próximo e, muitas vezes, com situação financeira que ajuda a não desconfiar mesmo quando a oferta é demais.
A polícia registra quatro mil ocorrências na capital do país, mas os policiais reconhecem que a imensa maioria não tem ânimo para registrar a queixa. Então, a exploração de idosos é algumas vezes maior do que isso. Como se já não bastassem tantas outras explorações legais e familiares. Gente que trabalhou a vida toda e agora merece paz e segurança para desfrutar essa boa vida da aposentadoria.
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Quase dois terços dos trabalhadores que fazem o salário mínimo ou menos são mulheres, e cerca de 80 por cento deles são mais de 20 anos de idade.
Então, vamos nos organizar.
Petições ter sido uma poderosa ferramenta de organização desde bem antes que eu tenho o meu início na política. Cada assinatura representa a voz de uma constituinte. Isso é algo que cada funcionário eleito entende.
Voluntários OFA pretende entregar esta petição a qualquer deputado em todo o país que tem o poder de aumentar o salário mínimo.
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11/05/2013 07h18 - Atualizado em 13/05/2013 13h09
Área da inteligência artificial tenta tornar os robôs mais sociáveis
Robótica Social reforça que a máquina não substituirá o trabalho humano
saiba mais
Quando Roseli Romero assistiu à primeira versão do filme Guerra nas Estrelas, na época ainda graduanda de Ciências da Computação, ela nem imaginava que os robôs pudessem se tornar seu maior objeto de estudo e muito menos que pudessem se relacionar com os seres humanos, de modo que lembrasse o filme. Hoje como vice-coordenadora do Centro de Robótica da USP (Campus São Carlos), a professora orienta pesquisas voltadas para o desenvolvimento da interação das máquinas eletrônicas com seres humanos de carne e osso.
de Robótica da USP (Campus São Carlos)
(Foto: Acervo pessoal)
“A Robótica Social tenta inserir o robô no ambiente humano. É uma área desafiadora no sentido de que ela não desenvolve só a relação homem-máquina, a ideia é ir além. O desafio está em fazer com que esse robô seja independente na medida do possível e consiga reconhecer outros robôs e seres” explica a professora, que ainda destaca: para que a máquina mantenha um diálogo com uma pessoa é preciso que ela aprenda coisas básicas, como que expressões deve demonstrar para cada assunto (alegria, tristeza, seriedade, etc).
Roseli aponta que esta é uma área da inteligência artificial que não pretende que o robô faça apenas uma função mecânica e repetitiva. A ideia é que ele tenha diversos usos e surja para somar às pessoas, auxiliando nas atividades de casa, ajudando idosos informando o horário de remédios ou fazendo companhia, atuando em ambientes educacionais, como secretário pessoal ou até como guia turístico, visando a oportunidade das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Entretanto, embora reconheça que haja bons trabalhos, a vice-coordenadora admite que as pesquisas na área precisam avançar.
Se a interface robô-homem era apenas fruto de desenhos animados como Os Jetsons ou filmes como O Homem Bicentenário, estudos acadêmicos nos levam a crer que a realidade está cada vez mais próxima da ficção. É o caso do projeto desenvolvido pelo mestrando Ewerton Wantroba (USP São Carlos): Valerie, uma cabeça robótica virtual capaz de retratar diversas expressões faciais e dialogar alguns assuntos. A parte gráfica do avatar foi importada em 2005 da Carnegie Mellon University (EUA) e as expressões faciais foram fruto de um estudo anterior realizado pela mestranda Valéria de Carvalho. Agora, Ewerton tem o desafio de torná-la cada vez mais real, incluindo um vasto repertório de palavras para que o diálogo seja o mais natural possível.
"A ideia é que a Valerie exerça funções de recepcionista aqui no ICMC (Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação) e que ela consiga orientar em que sala fica o coordenador, onde está acontecendo uma palestra ou comentar sobre o horóscopo do dia, por exemplo. É um trabalho braçal porque temos que incluir diversos temas e palavras-chave para que ela possa conversar sobre os mais diferentes assuntos e ao mesmo tempo um processo cíclico, porque as perguntas que não foram respondidas ficam armazenadas e voltam para incluirmos", explica. O pesquisador destaca que o sistema de reconhecimento de voz da robô é um diferencial e enfatiza que a proposta é sair do ambiente acadêmico, ganhando as salas de consultórios médicos e qualquer outro lugar onde ela possa agilizar e trabalhar em parceria com as recepcionistas humanas, não substituindo-as.
movimentos corporais humanos
(Foto: Divulgação / Fernando Zuher)
Outro projeto que tem potencial para ser aplicado fora da universidade é o robô humanoide Nao, que foi comprado em 2010 de uma empresa francesa por meio de recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Auxiliado pelo Kinect (sensor de movimentos fabricado para o videogame Xbox 360), o trabalho desenvolvido pelo mestrando Fernando Zuher permitiu que o robô imitasse o movimento do corpo de uma pessoa e também recebesse ordens por meio de reconhecimento de gestos. Roseli, uma das orientadoras do projeto, explica que a ideia é evoluí-lo para atividades fisioterapêuticas de crianças com dificuldades motoras já que o lado lúdico pode deixá-las mais incentivadas a repetirem os movimentos, considerados muitas vezes enfadonhos.
Embora já tenha avançado em muitos aspectos, a robótica social ainda se depara com um dilema: desmistificar a antiga ideia de que os robôs substituirão o trabalho humano. Ewerton defende a ideia de que, embora os avanços tecnológicos estejam acontecendo cada vez mais rapidamente, a tecnologia ainda depende do homem "nem que seja para dar um pontapé inicial, apertando um botão". "Quando for apresentar a chegada de uma nova tecnologia é preciso esclarecer que ela chega para facilitar e não necessariamente roubar o lugar de ninguém. É tudo uma questão de como você fala, mas essa fala infelizmente não dá para programar", brinca.
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