segunda-feira, 20 de abril de 2015

Edição do dia 20/04/2015
20/04/2015 09h54 - Atualizado em 20/04/2015 09h54

Alexandre Garcia: 'Há muitos memoriais, mas não o do contribuinte, que tudo paga'

Comentarista afirma que manutenção dos monumentos teria que ser regular, não só depois que abre uma rachadura ou o mofo toma conta.

Brasília é um museu de arte e arquitetura a céu aberto e uma cidade tombada como patrimônio da humanidade. A manutenção dos monumentos teria que ser regular, frequente, e não só depois que abre uma rachadura ou o mofo toma conta.
Há estruturas estranhas: para transferir um piano da Sala Martins Penna para a Sala Villa Lobos, ambas no mesmo Teatro Nacional, não foi possível por dentro. Tiveram que carregar o piano em um caminhão, fazer uma grande volta na Esplanada e desembarcar do outro lado do prédio. Na Biblioteca Nacional, a falta de circulação de ar está mofando livros, mesmo no clima seco de Brasília.
E, mesmo não tendo recursos para fazer sequer a manutenção dos monumentos, inventam novos, como é o caso de um memorial para o ex-presidente João Goulart. Enquete do Correio Braziliense mostrou que a obra é desaprovada por 82%. Agora mesmo o Ministério Público mandou derrubar o tapume da obra por falta de alvará e base legal, tudo em pleno Eixo Monumental. O memorial JK, do fundador, foi feito com doações particulares, à exceção do terreno.
Há muitos memoriais, mas não o do contribuinte, que tudo paga com impostos equivalentes a cinco meses de trabalho por ano. Esse herói mereceria um monumento que, aliás, teria que ser pago por ele.
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  • Maria Rocha
    Cont. e agora não encontrando mais o que gastar querem fazer memorial de João Goulart se não bastasse já gastaram tentando fazer sem alvará. Como eu posso ficar de braços cruzado vendo estas mazelas com nosso dinheiro descontando IR do meu salário. Pode um negócio deste.
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  • Maria Rocha
    Vejam como eles fazem de tudo para passar a mão no dinheiro do contribuinte. Já imaginou transportar um objeto para o mesmo local e precisar do que mesmo e os órgãos de fiscalização de braços cruzado se o Alexandre não coloca a boca no trombone nunca saberíamos e nosso dinheiro correndo a solto por estes sugadores do nosso dinheiro.