quinta-feira, 24 de abril de 2014

A Dilma não sabe o que acontece com a educação no Brasil. Repassa nosso dinheiro para ministérios, que fazem vista grossa e o dinheiro gasto em manutenção de prédios e salários de ministros daria para construir ESCOLAS E UNIVERSIDADES próximas das residências dos alunos e evitaria este holocausto.
Edição do dia 24/04/2014
24/04/2014 10h04 - Atualizado em 24/04/2014 10h04
Crianças madrugam para ir à escola após mudança de horário em Goiás
Secretaria de Educação decidiu mudar aulas da tarde para manhã.
Alunos precisam acordar às 3h da manhã para viajar 130 km.

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Alunos da Zona Rural de Goiás acordam no meio da madrugada para enfrentar uma longa e desgastante viagem até a escola. Tudo isso porque a Secretaria de Educação decidiu mudar as aulas da tarde para o período da manhã.
Rayssa e Vitória acordam às 3h para pegar o ônibus escolar. São 130 quilômetros e mais de três horas em uma estrada esburacada, da Zona Rural de Jataí até o centro. “Nós queremos mudar o horário, porque criança dessa idade o vespertino é o horário certo para eles”, diz a mãe, Cleusdarc Bernardes de Souza.
Na fazenda vizinha, o sacrifício e as reclamações se repetem. “Acho muito ruim porque a gente não está dando conta muito de estudar. Só está dormindo dentro da sala de aula”, conta a menina Caroline Rodrigues.
Dentro do ônibus, os bancos de plástico viram cama. E muitas crianças deixam de lado o cinto de segurança. “Eles já chegam cansados, até assim que eles acordam, despertam nós já trabalhamos várias habilidades e eles não participaram”, afirma a professora Shirley Augusta de Souza.
O problema começou este ano, quando a Secretaria de Educação do município decidiu transferir as crianças da tarde para a manhã. Os pais não concordaram e procuraram o Ministério Público.
“Nós já requisitamos algumas informações junto a Secretaria Municipal de Educação no sentido de que nos comprove a motivação para que a situação tenha chegado a esse ponto das crianças não estarem tendo produtividade na escola e estarem em uma situação de risco”, afirma o promotor Flávio Cardoso.
“Eu já pedi ao departamento pedagógico para pegar uma avaliação com esses alunos juntos as escolas para gente ver o rendimento. Se houver o entendimento que a mudança é benéfica para os alunos, para o período vespertino, eu não vejo problema da mudança”, afirma o secretário Rodrigo Carvalho.