Alexandre Garcia: 'Para metade dos aeroportos, Copa ainda não acabou'
De acordo o TCU, metade das obras previstas nos aeroportos para o Mundial ainda não está pronta e os gastos aumentaram em 60%.
A Copa ainda não acabou para a metade dos aeroportos brasileiros. Em alguns aeroportos, a Copa passou, a obra parou.
O passageiro estrangeiro já foi embora, mas o nacional ficou. Aumentou em número, provocou aumento no número de voos e arrecadação para as companhias aéreas e aeroportos.
Agora o TCU vê que aumentou também o preço das obras. De R$ 2,66 bilhões para R$ 4,40 bilhões, e as obras ainda estão longe de terminar. Dá um frio na espinha imaginar que possa ser realidade o que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou esta semana na CPI: que o que aconteceu na Petrobras, acontece em outras obras, como nas dos aeroportos.
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Tomara que não seja verdade essa generalização, embora na delação premiada um executivo de empresa tenha mencionado nesta semana o pagamento de propina ao presidente da Infraero, de 2003 a 2006. Já falecido, o mesmo foi condenado por gestão temerária.
Para justificar os gastos na Copa, sempre se falou muito no legado: na segurança, na mobilidade urbana, nos aeroportos, nos serviços de saúde, na hotelaria, na aceleração do crescimento. No fundo, infelizmente, o maior legado parece ter sido o 7 a 1, bem simbólico. Queríamos ganhar. E perdemos.