terça-feira, 6 de novembro de 2012

 
03 de novembro de 2012
A parábola que Jesus, hoje, nos narra a respeito dos convidados que buscam para si, sempre, os primeiros lugares, não é uma parábola de etiqueta, não é uma parábola de delicadeza, de boa educação ou de bom comportamento. Esta parábola é também uma parábola de vida eterna, é uma palavra que nos catequiza. Jesus termina o texto dizendo que aqueles que se exaltam serão humilhados ao passo que aqueles que se humilham serão exaltados.
Lamentavelmente, existem muitos fora da Igreja e até mesmo dentro da Igreja que querem ser os primeiros. Querem postos, querem títulos, querem honorificências, querem ser considerados tais pelos demais e, o que é pior, quando se chega no “top”, quando se chega em cima, muitas vezes se despreza os debaixo, muitas vezes se esquece os que estão embaixo, muitas vezes se eliminam os que estão embaixo.
É evidente que este tipo de comportamento, dentro e fora da Igreja, não agrada absolutamente a Jesus Cristo que sempre buscou o último lugar e fez questão de terminar a vida no lugar menos invejado por todos nós: no madeiro duro e cruel de uma cruz.
Busquemos a companhia de Jesus, busquemos o último lugar, busquemos transformar nossa vida numa vida de serviço. Esta palavra é muito usada e já está muito gasta. Lamentavelmente, de tanto ser usada ela passa a ser até abusada. E, no entanto, está aqui o segredo de uma existência: viver para servir os outros, não viver para o ordenado, para o salário, para o dinheiro, para a riqueza, para o sucesso; isto tudo, dentro de certos parâmetros, pode ser até permitido ou lícito. No entanto, ninguém deve viver para seu salário, para seu estipêndio, para seu dinheiro, para o sucesso; nós devemos viver sim para os outros.
As coisas têm diversos fins. Existe um fim que é intrínseco, por exemplo o fim de um professor que dá uma aula, o fim intrínseco é, digamos, receber o seu ordenado licitamente no final de um mês. Mas existe um fim mais profundo que não elimina o primeiro, mas se sobrepõe e é mais importante: eu quero cooperar com a minha ciência para que outros cheguem aonde eu cheguei, eu quero difundir para os outros o que eu tenho.
Procuremos ser assim, no último lugar e fecundos no último lugar. Este é o segredo de uma vida bem vivida, este é o segredo daquele que descobriu a singularidade da vida de Jesus.