Edição do dia 15/01/2014
15/01/2014 09h07
- Atualizado em
15/01/2014 09h07
'Instituição de ensino não pode virar negócio', diz Alexandre Garcia
Comentarista lembra que mais importante que não perder o ano é o aprendizado dos alunos e afirma que episódio serve de alerta.
Na terça-feira à noite, por exemplo, ouvi uma aluna quase formada dizendo: ‘para mim terminar’. Não dá para terminar as aulas de português.
A Galileu vai entrar na Justiça contra a intervenção e pode começar a guerra de liminares e os alunos vão ficar olhando de um lado para o outro, como quem assiste do meio a uma partida de tênis.
A propósito, o esporte favorito brasileiro parece ser o de deixar a corda esticar até rebentar para depois tentar remendar. Durante todo ano passado professores, funcionários e alunos fizeram protestos para chamar a atenção sobre o agravamento da situação.
As partes - universidades e MEC - se tivessem administrado a tempo teriam resolvido o impasse sem traumas para os alunos e, mais, sem traumas para o ensino.
O episódio ainda serve de alerta, porque não é um caso raro. Na capital do país uma faculdade parou porque foi despejada do prédio por falta de pagamento de aluguel. Instituição de ensino não pode virar negócio e, pior, negócio mal administrado.
E essa história de federalização não dá certo. A lei não permite.