Edição do dia 24/07/2014
24/07/2014 12h14
- Atualizado em
24/07/2014 12h14
Alexandre Garcia: 'Abandono do cinto é o abandono do amor próprio'
Motorista que não usa cinto está fazendo algo que pode colocar em risco a própria segurança e a segurança dos outros, afirma comentarista.
Além de não cumprir a lei, o motorista que não usa cinto está fazendo algo que pode colocar em risco a própria segurança. E a segurança dos outros também. Acontece em Brasília onde se começou a usar cinto antes da vigência do novo Código de Trânsito.
Esse abandono do cinto, na verdade, é o abandono do amor próprio. Eu uso cinto há 47 anos; mandei instalar no meu carro em 1967. Não é a lei que vai me obrigar a me proteger. Acabamos de ver a desculpa do ‘trajeto curto’, pois a estatística mostra que a maioria dos acidentes ocorre perto de casa ou do trabalho. E tem motorista julgando que devagar não precisa. Agora, imagine que se você, caminhando bater a cabeça em um poste, você estará a 4 quilômetros por hora. Imagine a 40 quilômetros por hora.
E há que diga que atrás não precisa. Eu socorri um acidente com um carro que vinha a 40 quilômetros por hora. Os dois jovens de trás, sem cinto, mataram os dois da frente com cabeçadas. Também se alega que em caso de fogo ou queda em água, melhor estar sem cinto para poder sair do carro. Sem sinto, a cabeça bate em algum lugar na hora do choque e não há consciência para tirar o cinto, abrir a porta e sair do carro.
Uma senhora alegou o incômodo, que amarrota e estraga a roupa. É melhor isso do que amarrotar a cabeça e estragar a vida. E o motorista com cinto, se o carro cai no buraco, derrapa, bate no meio fio, se desgoverna, o melhor é estar preso no banco e usar as mãos não para se segurar, mas para manejar o volante e recuperar o controle do veículo.
Preso no carro pelo cinto, se está protegido por uma gaiola de aço, porque jogado para fora do carro, se está protegido pela roupa do corpo. E é bom lembrar que pior que a pena de multa é a pena de morte. Quem ama, protege. Quem se ama, usa o cinto.