sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Quando irão parar com isso.


Edição do dia 20/09/2013
20/09/2013 09h41 - Atualizado em 20/09/2013 09h41

PF apreende carro de R$ 2 milhões e iate de R$ 5 milhões em operação

Donos são suspeitos de lavagem de dinheiro e desvio de verbas.
Vinte pessoas foram presas na megaoperação desta quinta-feira (19).

Edson Ferraz Brasília, DF
A Polícia Federal e o Ministério Público de Brasília procuram dez pessoas, entre elas, quatro prefeitos, suspeitos de participar de lavar dinheiro e desviar milhões de fundos de pensão.
Nesta quinta-feira (19), 20 pessoas foram presas em uma megaoperação, mas o que chamou atenção foram os bens apreendidos com eles.
A operação foi toda filmada pelo Globocop e parecia um desfile de carros de luxo. Era um comboio de carros apreendidos. Um deles, novo, custa quase R$ 3 milhões. A operação da Polícia Federal revelou que os suspeitos gostam de exibir riquezas.Foi apreendido também um iate avaliado em R$ 5 milhões, para navegar nas águas do Lago Paranoá.
Em Brasília foram apreendidos bens avaliados em R$ 10 milhões e 18 carros de luxo, como um de R$ 2 milhões. Em comboio, os veículos foram levados para a Superintendência da Polícia Federal.
No Lago Paranoá, foi apreendido um iate com duas suítes. Na operação, 350 policiais cumpriram mais de 100 mandados de prisão e de busca e apreensão em nove estados e no Distrito Federal. Vinte pessoas foram presas.
A investigação aponta que um dos responsáveis pelo grupo criminoso é o policial civil aposentado Marcelo Toledo, réu no processo que derrubou o governador José Roberto Arruda. Outro chefe do esquema seria o doleiro Fayed Trabouls. Os dois foram presos na casa deles, mansões no lago sul, região nobre do Distrito Federal.
A quadrilha atuava em duas frentes. Lavava dinheiro de tráfico de drogas, corrupção e peculato usando 30 empresas de fachada. Em um ano e meio, foram R$ 300 milhões. Um outro braço do grupo cooptava prefeitos para aplicar dinheiro dos fundos de pensão municipais em um fundo de investimento criado para dar prejuízos. Em troca, os prefeitos recebiam propina. O desvio foi de R$ 50 milhões.
“Quem ganhava eram os próprios membros da organização criminosa, já que eram eles que geriam também esses fundos de investimento”, explicou a delegada Andréa Pinho.
O advogado de Fayed Trabouls disse que vai entrar com pedido de habeas corpus. Ele foi o único a se manifestar.

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