sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Mas que horror pior que não devolvem o nosso dinheiro. Vamos imitar Miqueias.

Edição do dia 20/09/2013
20/09/2013 09h46 - Atualizado em 20/09/2013 09h46

'Na capital, ostentação não é algo incomum', diz Alexandre Garcia

O comentarista de política afirma que, em Brasília, é comum ver carros esportivos mais caros do mundo, mansões e lanchas que custam milhões.

ALEXANDRE GARCIA
Esse luxo exagerado eu magino que deva agredir o brasileiro comum à ostentação. Ostentação sem fonte de renda clara e sem pudor. Mas na capital isso não chama muito a atenção, porque não é algo incomum.
Cruza-se frequentemente nas ruas com esses carros esportivos mais caros do mundo, que custam mais de R$ 2 milhões cada um. Entre as milhares de lanchas do Lago Paranoá, a terceira frota do país, mesmo sem ter mar, uma lancha que custou o equivalente a mais de R$ 5 milhões. Tudo isso daria para erguer um hospital. E mansões, na cidade de palácios públicos e privados. Mansão que abriga um policial aposentado precocemente porque levou um tiro no resgate da filha do empresário e depois senador Luis Estevão, mas não estava incapacitado para participar do mensalão do Dem, no governo Arruda, da capital do país.
Dois delegados da Polícia Civil também estavam envolvidos nessa indústria, a indústria do dinheiro rápido, do ganho rápido, do patrimônio rápido. Uma indústria que só não prospera mais porque ainda existe polícia em Brasília.
Mas, o policial aposentado, réu na operação Caixa de Pandora, continuava trabalhando na mesma indústria. Agora vai ser réu desta operação Miqueias. Miqueias porque ele foi profeta que denunciava em Jerusalém autoridades e ricos rápidos pela ostentação, os ganhos imorais e o crime organizado. E isso foi há 2.700 anos.

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