sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Edição do dia 18/09/2015
18/09/2015 08h37 - Atualizado em 18/09/2015 08h38

'Uma tragédia', diz Alexandre Garcia sobre pesquisa da alfabetização

Comentarista afirma que mudanças deveriam ser urgentes e que resultado de pesquisa é um alerta sério sobre o futuro do país.

O Ministério da Educação só vai fazer uma nova avaliação sobre a alfabetização no Brasil no ano que vem. Disse que não é por falta de recursos, mas porque as mudanças de um ano para outro não são significativas. O problema é que as mudanças deveriam ser urgentes, em um ano dá para mudar muita coisa. Mas parece difícil que aqueles que desviaram os caminhos do ensino reconheçam que esse resultado pífio é um alerta sério sobre o futuro do país.
Os empresários se queixam que seus funcionários não conseguem entender as instruções que leem para operar uma máquina, por exemplo. O resultado da pesquisa mostra, em suma, que na leitura, na escrita, na matemática, alunos de 8 anos, na terceira série fundamental, têm apenas 10% de resultado ideal. O resto é uma extensa faixa de mediocridade e uma insuficiência de dar pena.
Estão com oito anos e na terceira série. E nos perguntamos: como? Então não deu certo essa história de passar de ano sem prova, sem aproveitamento.
No grupo escolar em que eu fiz o primário, há quase 70 anos, na terceira série já frequentávamos a biblioteca e fazíamos o jornalzinho da escola. E era escola pública. No primeiro ano já havíamos deixado para trás o ‘Ivo viu a uva’ porque ler e escrever já não eram obstáculos, mas caminhos para aprender mais.
E não havia alunos atrasados como hoje. Vão dizer: foi naquele tempo, anos 40 e 50. Sim, mas de lá para cá não se progrediu, com tantos avanços na tecnologia, na pesquisa, nos estudos? Então de lá para cá se regrediu?
Um país que só se liberta pela educação, e esta é a pátria educadora. Se o presente vai mal e futuro vai pior se não for mudado o que não está dando certo. Ficar tudo solto, sem ordem, não resulta em progresso, e sim isso que a pesquisa mostra, uma tragédia.
 
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  • Maria Rocha
    HÁ UM MINUTO
    Na Alemanha o ensino médio é da alçada dos empresários. Como fazer o mesmo no Brasil. Por decreto e não livre e solto, mas desde o fundamental e as disciplinas serem trocado por prática em vez de estudar história irão fazer filmes contando a história e comercializar e desde modo com medicina, robótica desde cedo noções de exatas.
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    • Maria Rocha
      HÁ 5 MINUTOS
      Em Pequim professores que não conseguem alfabetizar seja quem for perde o cargo. Na Inglaterra pais e mães que relaxam com os filhos vão presos e pagam multa. E no Brasil aqueles que não têm pai nem mãe, o Governo Federal e não mais ministro que deve ser extinto, não serve para nada só em levar mais o dinheiro que deveria ser investido nos educandos.
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      • Maria Rocha
        HÁ 10 MINUTOS
        O ensino deve ser federalizado. A globo mostra todos os dias as mazelas do prefeitos e governadores uns desviam outros não têm recurso suficiente, pois gastam muito em secretarias e cargos até para alguns os efetivos têm cargo e os outros nada. Se não tem para todos que não tenha para nenhum, eles já recebem tem que olhar para os sem.
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