'O país não precisa de mais sustos', diz Alexandre Garcia sobre CPMF
Em vez de CPMF, o nome agora é CIS, mas a ideia é a mesma: reforçar o caixa da saúde, com um imposto sobre operações financeiras.
Em vez de CPMF, o nome agora é CIS, mas a ideia é a mesma: reforçar o caixa da saúde, com um imposto sobre operações financeiras: movimentação na conta no banco, saque, depósito, uma transferência. Apelidada de imposto do cheque, CPMF foi extinta em 2007. A proposta agora é recriar o imposto.
Se aprovado é mais imposto pesando sobre o orçamento das famílias. Essa é a verdadeira pauta bomba.
Se aprovado é mais imposto pesando sobre o orçamento das famílias. Essa é a verdadeira pauta bomba.
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Até dentro do governo há contrariedade entre as cabeças mais frias porque raciocinam: será que já não bastam tantos problemas acumulados. Acrescentar mais um ingrediente à tempestade. Um ingrediente que afeta empresários de todos os tamanhos e brasileiros de todos os saldos bancários, que já estão cansados de tanto imposto.
A nova CPMF só perde uma letra, vira CIS, mas é o mesmo imposto que foi derrubado no Senado entre outras alegações por ter com efeito em cascata impondo uma bitributação. E a CPMF foi derrubada quando o governo era forte no Congresso, em 2007.
Agora é possível que os deputados e senadores nem queiram ouvir falar em mais imposto, ainda que o governo tente motivar governadores e prefeitos, prometendo um repasse que já é obrigado a fazer. E já existe o imposto sobre operações financeiras, o IOF. E mais uma vez, um ministro da Saúde é posto a justificar o imposto alegando que faltam recursos para a área.
Das outras vezes, foi o pretexto para o governo federal compensar seus excesso de gastos. Agora arrecadaria R$ 85 bilhões de por ano. Não seria melhor o governo analisar o que é supérfluo, gasto errado e cortar R$ 85 bilhões? Mais imposto com economia em recessão significa mais recessão. Uma surpresa que já está no forno, como diz o líder do governo, quando o país não precisa de mais sustos.
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