quinta-feira, 25 de junho de 2015

24/06/2015 11h31 - Atualizado em 24/06/2015 11h31

'Segurança pública é dever do Estado', afirma Alexandre Garcia

Segundo comentarista, em países seguros, a população apoia e ajuda o trabalho contra o crime. 'Guerra disfarçada que já vem de anos', diz.

Cada vez mais a tecnologia é importante na denúncia, na investigação. É a população mostrando que medidas simples funcionam.
Essa união que faz a força está na Constituição: o artigo 144 diz que a segurança pública, dever do estado é direito e responsabilidade de todos. É triste constatar, no entanto, que as pessoas estão sendo levadas a essa união pressionadas, acuadas, sitiadas pela presença cada vez mais massacrante, em toda parte do país, do crime e da insegurança pública.
Por instinto e direito de defesa, descobre-se outra utilidade, agora vital, da rede social, na qual ninguém está só. As informações sobre suspeitos e lugares são alertas preciosos para as pessoas se protegerem e também são úteis para a polícia. Até parece uma frente de batalha.
Na verdade, é uma guerra disfarçada que já vem de anos. E se há uma guerra, temos que adotar um lado - o lado da lei, e romper aquela cultura da cumplicidade. É bem típico aquele motorista que vê um guarda rodoviário com radar e vai piscando o farol para prevenir os que estão infringindo a lei.
É uma cultura que mesmo sem sentir se revela, quando chama o colaborador da lei de delator. Nos países seguros, a população é francamente ao lado da lei, ajudando, informando, apoiando o trabalho da lei contra o crime. Aqui no Brasil, às vezes, fica confuso, mas a confusão pode ser esclarecida quando todos os agentes da lei também optarem ficar ao lado da lei e a gente não tenha más notícias sobre a polícia.
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Maria Rocha
Nos EUA quem rouba trabalha na cadeia até quitar roubo e depois que vai preso, vi isto no jornal do Heródoto, que não assisto novela de violência. Gosto de novela produtiva, que emprega as pessoas e cuida delas como dá condições para ela enxergar, no caso. No Brasil prestam depoimento e estão solto não pagam o que levaram. Pode um negócio deste.

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