terça-feira, 19 de maio de 2015


18/05/2015 10h17 - Atualizado em 18/05/2015 10h17

'Desordem nas contas públicas agora pede sacrifícios', diz Alexandre Garcia

Comentarista diz que, se não cumprir meta de superávit fiscal, Brasil perde carimbo de bom pagador, paga mais juros e perde capitais e empregos.

É uma conta difícil de fechar. Tem que fazer os cortes, mas não pode parar o governo. E ainda tem os programas sociais. Em uma sondagem econômica feita pela Fundação Getúlio Vargas entre onze países da américa latina, só a Venezuela está pior que o Brasil. Estamos em 10º lugar, depois da Argentina e Equador. A incerteza política e o desequilíbrio fiscal são as causas principais do encolhimento das vendas, da produção e do emprego.
A reunião é mais uma etapa de ajuste por dentro do governo, na busca de um ajuste nas contas pública, com base no fato de que o orçamento não é impositivo. Não significa, portanto, que é obrigatório fazer as despesas que lá estão, aprovadas pelo Congresso.
No Congresso, sob o ponto de vista fiscal, houve avanço, com as restrições de benefícios sociais e recuos, como a derrubada, na Câmara, do fator previdenciário. A curto prazo, o fiscal fica mais forte que o social, mas se não acertar o social, o fiscal mais tarde vai ter as consequências.
A desordem nas contas públicas agora pede sacrifícios. Se não cumprir meta de superávit fiscal, o Brasil perde o carimbo de bom pagador, paga mais juros e perde capitais e empregos. E perder empregos já deve estar dando um frio na espinha do governo.
A população pode não se preocupar – porque não entende – com contas públicas desajustadas, mas entende de emprego, de valor de salário, de tamanho de imposto. Para convencer os sacrificados a aceitar cortes, o governo precisa demonstrar que também pode cortar no seu gigantismo, aliás também causa dos desajustes.
1
COMENTÁRIO
RECENTES
POPULARES

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.
  • Maria Rocha
    Se ela cortar todas as mordomias, salários altíssimos e contratar pessoas para o quadro efetivo da União sem concurso começando da base, como por exemplo no bombeiro, na polícia e os que não quiseram estudar para continuar os estudo o país melhora, mas não faz porque não quer mudar o sistema falido se a Alemanha está no século XXII e o Brasil no dezenove e a educação em quase último lugar.
    COMPARTILHAR
    Imagem do usuário
  • Maria Rocha
    Mas não corta. Um diretor da Petrobrás ganhando mais de 110.000,00, por acaso ele brota petróleo, mas os funcionários que querem passar do estado para o federal, garantir sua aposentadoria ela veta e só inclui uma minoria os outros contando com 10 anos de contagem os de 1994 em diante até chegar aos 10 anos ela não coloca o empregado em primeiro luga e Obama faz.
    COMPARTILHAR
    Imagem do usuário
  • Conforme Termo de Uso, comentários com conteúdo inadequado e spam poderão ser removidos a critério da Globo.com.
  • Nilson Gomes
    há 19 horas
    O governo esta sofrendo as consequências do seu populismo irresponsável. Aonde maquiou resultados para se reeleger. É a lei da causa e consequência, e o resultado disso é menos emprego, menor crescimento ou retrocesso, diminuição de investimento, pois qual o empresario fará a modernização de seus maquinários na indústria ou renovar seu estoque no comercio se estamos em recessão?...

Nenhum comentário:

Postar um comentário