segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Edição do dia 12/01/2015
12/01/2015 10h33 - Atualizado em 12/01/2015 10h33

'Situação desesperada na saúde e na educação', diz Alexandre Garcia

Falta de dinheiro parou saúde e educação no Distrito Federal. Para analista, 'herança que governador recebe é um rombo do tamanho do estádio', afirma.




A falta de dinheiro parou de uma só vez a saúde e a educação no Distrito Federal. O início do ano letivo foi adiado em Brasília porque parte das escolas está caindo aos pedaços. E, por falta de pagamento, muitas empresas também suspenderam os serviços nos hospitais. Sem manutenção, leitos de UTI fecharam.

O Secretário me disse que isso que a gente está mostrando não é tudo. Que a verdade é pior ainda. No total da herança que esse governador recebe é um rombo do tamanho do estádio. Uma situação desesperada na saúde e na educação. Nos hospitais públicos, pediatras choram com pais de crianças, sem remédios para aliviar o sofrimento dos pequenos pacientes e sem dinheiro no bolso do médico para comprar na farmácia privada o que falta para a saúde que é dever do estado.
 
E, na prioridade das prioridades, não se pode sequer iniciar as aulas porque boa parte das escolas estão em situação de risco para os alunos. Só a segurança pública teve dinheiro para soldos e salários, porque é verba federal, que o Brasil inteiro paga para ter segurança pública de sua capital. 
Nem mesmo os transportes urbanos, a limpeza pública e os cuidados com parques e jardins funcionam, por falta de pagamento do que foi contratado. Empenhos para pagar obras já feitas foram incrivelmente revogados antes de o governador deixar o cargo.
Como chegou a esse caos é uma pergunta que pode ser feita ao Tribunal de Contas e ao Legislativo locais, que têm o dever de fiscalizar para prevenir.

Em dezembro, quando confrontado pelos números da equipe de transição, o governador rompeu com o sucessor e não deu explicações. E agora está longe, no Caribe. A gente lembrando um pouco do Gêneses, das escrituras diria que: Ao fim do quarto ano de mandato, era o caos e fez-se a escuridão. E no início do quinto ano, o governador descansou no Caribe.

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