quinta-feira, 24 de julho de 2014

Como pode combater as desigualdades sociais se repassa tanto dinheiro para o Congresso, Câmara dos Deputados para o luxo deles e não aprovam o que beneficia o povo como fim do fator previdenciário e o povo não faz abaixo-assinado para acabar com este repasse e fazê-los votarem o que nos beneficia.


24/07/2014 10h48 - Atualizado em 24/07/2014 10h48

Brasil evolui no IDH, mas ONU diz que país precisa diminuir desigualdades

Brasil subiu uma posição no ranking do desenvolvimento humano. Mas, está atrás de vizinhos na América Latina. O índice mede os avanços na saúde, educação e renda.

O Brasil subiu uma posição no ranking do desenvolvimento humano. Mas, ainda estamos atrás de vizinhos na América Latina. O índice mede os avanços na saúde, educação e renda. Melhorou, mas naquele ritmo muito lento.
Na comparação com outros países em desenvolvimento, segundo a ONU, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer. Na média de anos de estudos, dados de hoje colocam o Brasil no mesmo patamar da Rússia há 30 anos. E no ano 2000, México e Chile tinham a expectativa de vida e renda que nós temos hoje.
Em um mundo de gráficos e estatísticas, como avaliar o quanto o Brasil evoluiu no desenvolvimento humano? Dois personagens dão vida aos números. José Raimundo, mora no Ceará, tem 61 anos, é comerciante. Começou a trabalhar aos 7 anos.
José Raimundo: Tudo de que tem direito em roça eu fazia.
Bom Dia Brasil: E os estudos?
José Raimundo: Não tinha tempo.
Uma história bem diferente da de Yan, que vive em Brasília e aos 12 anos é um bom aluno. Faz grandes planos para o futuro. “Eu quero ser um cientista”, deseja Yan.
Nas últimas três décadas o tempo médio em que um aluno fica na sala de aula subiu de 2,6 para 7,2 anos no país. A expectativa do quanto o brasileiro vai estudar também aumentou no mesmo período. De 9,9 para 15,2 anos de estudo. A constatação está no relatório sobre o Programa das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento no Mundo, o PNUD.
Os avanços são medidos pelo índice de desenvolvimento humano, o IDH. Em um conjunto de 187 países, o Brasil ocupa a posição de número 79. Está no grupo de nações consideradas de alto desenvolvimento humano, com IDH de 0,744. Quanto mais próximo de 1, mais o país é considerado desenvolvido. O Brasil subiu uma posição na comparação com o último relatório divulgado em 2013.
Outra mudança é que neste ano, o PNUD alterou a formula para calcular os avanços na educação. Passou a dar o mesmo peso para os problemas trazidos do passado e para as soluções que podem melhorar o futuro nessa área. Segundo a ONU, era uma antiga reinvindicação de vários países em desenvolvimento, entre eles o Brasil.
Além da educação, o IDH mede a esperança de vida ao nascer, que de 1980 para cá, aumentou de 62,7 para 73,9 anos. E a renda: a média do brasileiro subiu de US$ 9 mil para US$ 14 mil por ano.
A ONU elogiou o desempenho do Brasil. Mas disse que o desafio do país é diminuir as desigualdades, mantendo as conquistas das últimas décadas. “O relatório sugere uma série de políticas, fala das políticas de aumento de emprego, de redução da informalidade, de transferência de renda, de melhorias, enfim, na proteção social. É um set de políticas, é um conjunto de políticas que podem garantir as coisas nesse sentido”, explicou Andrea Bolzon, coordenadora do relatório.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, os números refletem os avanços do Brasil, mas lamentou que não tenham sido usados dados mais atualizados sobre a realidade do país

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