quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Todos avisaram a esta Dilma que não adiantava só mais médicos e sim estrutura também. No Amapá um foi ferido e veio a óbito porque não há hospitais de primeiro mundo em cada canto do país, só tem dinheiro para comitiva curtir bons hóteis em Londres e fazer papel de besta em Davos. Cadê que esta conferência trouxe mais hospitais para o povo, o que restou mortes a cada instante. Alexandre Garcia :


Edição do dia 05/02/2014
05/02/2014 08h47 - Atualizado em 05/02/2014 08h47

'São necessários mais mamógrafos', diz Alexandre Garcia

Além de mais médicos, há necessidade de mais aparelhos de mamografia, segundo comentarista. Mamógrafos estão sucateados nos hospitais públicos.

Falta mamógrafo, sim, até nas regiões que têm 44% dos mamógrafos, no Sul e no Sudeste. Mas ano de eleição faz milagre. Aqui no Distrito Federal já está chegando a quarta carreta com mamógrafo de excelência, e fazendo mamografia em quem quiser fazer.
Nos hospitais públicos, com mamógrafos sucateados, se aplica uma regra do Ministério da Saúde: mamografia só entre os 50 e os 70 anos. Como ouvimos, o recomendado é mamografia anual a partir dos 40 anos ou antes, se houver histórico de câncer na família.
Os médicos se preocupam com o baixo número de mulheres que procuram o exame, talvez pelas dificuldades crônicas do sistema público, a falta de mamógrafos, a má qualidade desses aparelhos e a longa espera para fazer o exame.
Também há o medo de encontrar alguma coisa, e isso mantém muita gente distante do exame, que é necessário. Mas estamos falando de São Paulo, da capital do país, onde a situação pode ser ruim, mas não é a pior. Brasília é uma amostra do que acontece nas regiões mais abandonadas pela saúde pública.
Mulheres vindas do Nordeste que procuram os hospitais públicos de Brasília já chegam em estado terminal de câncer no seio, restando apenas aplicar paliativos. Além de mais médicos, são necessários mais mamógrafos.

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