'Não se vê isso em país sério', diz Alexandre Garcia sobre tapa buracos
Temporada de chuvas começa e motorista já sofre com buracos nas estradas. Para analista, operações tapa buracos são atestado de asfalto mal feito.
A temporada de chuvas mal começou e o motorista já está sofrendo com tanta buraqueira nas estradas. O dinheiro que deveria ser investido na conservação de asfalto, muitas vezes, não é gasto. É o que acontece, por exemplo, em Brasília. Qual será o mistério de o asfalto no Brasil ser tão ruim?
Tem que ficar fazendo várias vezes com operações tapa buracos tão frequentes em toda parte e são atestado de asfalto mal feito. Quando é concluída essa vexatória operação, a pista continua imprópria para rodar, uma vez que onde havia um buraco passa a haver uma saliência. O asfalto que se deteriora com a chuva e forma perigosas poças de água, é asfalto mal feito. Não se vê isso em país sério. E olhem só: vocês lembram daqueles buracos?
No caminho de setor de turismo e hotéis e do Palácio da Presidência da República, símbolo da capital. Buraco também é simbólico no país em que o asfalto é apenas uma camadinha superficial para satisfazer por algum tempo comunidades que reclamam de poeira e lama, uma tapeação, porque não dura e agrava o problema.
E aí vem a pergunta: o tamanho do imposto não deveria ser proporcional ao tamanho e à qualidade de serviços públicos? Quem paga as rodas amassadas e pneus rasgados, as suspensões empenadas? E, pior, vidas tiradas por veículos desgovernados por causa de buracos? A camadinha pode ser feita rápido e barato, mas sai bem mais caro, com tudo que o pseudo asfalto provoca depois. Quem pode, se protege com o veículo mais apropriado para esse tipo de asfalto nacional: o veículo fora de estrada.
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