sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Dilma não acerta no ministro da educação. Qual é a função dele é assistir de braços cruzados tudo isto narrado por Alexandre Garcia. Para que gastamos com Ministérios pífios, este dinheiro deveria ser injetado nos cursos das Universidades públicas e privadas, pois trata-se de educação que a Constituição diz é dever do governo. O ensino de medicina tem que ser revisto. A residência deve ser desde o primeiro ano e os alunos com estágios remunerado e carteira assinada, mas como não temos presidente a altura, pois ela faz pouco caso para justificar a contratação de mais médicos cubanos

Edição do dia 19/12/2014
19/12/2014 09h00 - Atualizado em 19/12/2014 10h19
Alexandre: 'um curso de medicina é algo que vai afetar a vida das pessoas'
Comentarista considera chocante a falta de estrutura nos cursos de medicina no Brasil e diz que resultado é uma formação medíocre e perigosa.
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Um em cada cinco cursos com reprovação e sem poder fazer vestibular é muito preocupante. Choca ainda mais no meu Estado, onde aparecem dois cursos tradicionais, a Faculdade de Medicina de Pelotas e a da URGS, de Porto Alegre, que tantos excelentes médicos formou. O que está acontecendo? Um curso de medicina não é um curso de letras Neolatinas; é algo que vai afetar a vida das pessoas, pode-se dizer que trabalha com a vida e a morte e sob o juramento de Hipócrates.
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É ciência e é arte. Exige seis anos de dedicação na escola e três ou mais anos no hospital, na residência. E uma vida inteira de estudo e atualização. Mas o que está acontecendo? Aulas de anatomia em bonecos, laboratórios e instalações impróprias, afrouxamento do ensino, como nas outras áreas. Falta de humildade para aprender, arrogância ao ensinar.
O resultado é a formação medíocre e perigosa, como constata o Conselho Regional de Medicina de São Paulo, em seus exames não obrigatórios, que mostram um percentual preocupante de jovens médicos recém-formados que não sabem diagnosticar um enfarto ou uma gravidez.
O resultado tem que servir como uma sacudida em tudo, inclusive na proliferação de cursos superiores, com quantidade mas sem qualidade, que enganam o estudante e fingem que preparam o futuro. Fazer isso em homenagem aos bons profissionais que estão se formando neste país, para que sobre eles não pairem dúvidas.
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  • Maria Das Neves Rocha
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