Alexandre Garcia: 'Nesta terra, o que não precisa de prova é o sofrimento'
'Uma pessoa mata inocentes a 120 km/h dentro da cidade e sai pela porta da frente da delegacia com a benção da Justiça', lamenta comentarista.
A polícia de São Paulo está reunindo mais provas para pedir a prisão do motorista que atropelou 16 pessoas.
O atropelador se apresentou, nesta quinta-feira (13) na delegacia e está solto. Já uma das vítimas, uma criança, vai ser enterrada nesta sexta-feira (14).
Esse é mais um caso onde uma pessoa mata inocentes a 120 km/h dentro da cidade e sai pela porta da frente da delegacia com a benção da Justiça como se nada tivesse acontecido.
O atropelador se apresentou, nesta quinta-feira (13) na delegacia e está solto. Já uma das vítimas, uma criança, vai ser enterrada nesta sexta-feira (14).
Esse é mais um caso onde uma pessoa mata inocentes a 120 km/h dentro da cidade e sai pela porta da frente da delegacia com a benção da Justiça como se nada tivesse acontecido.
Ele está solto, ele pode dirigir de novo e matar de novo. Esperou quatro dias para se apresentar para evitar o flagrante e procurar advogado. Sai da delegacia pedindo perdão às vítimas com um chapéu encobrindo os olhos, certamente orientado pelo advogado, que sabe que brasileiro tem coração mole, especialmente com os que infringem as leis.
O carro estava cheio de maconha e cocaína, segundo a polícia, e pela longa marca de frenagem não é difícil imaginar como dirigia o motorista, que tratou de fugir. Usou a desculpa costumeira dos atropeladores que fogem sem prestar socorro: teve medo de ser linchado. Se fosse obra do acaso, em um pneu ou na direção, certamente, a reação seria socorrer as vítimas.
Em uma via urbana, a velocidade máxima deveria ser de 40 ou 60 km/h. Do jeito que ele subiu na calçada atropelando gente e outro carro, não é difícil a perícia mostrar para o juiz o que realmente aconteceu.
Ele diz que não tinha a intenção de ferir alguém. O que a Justiça tem dito é que se alguém dirige fora da lei, como acima da velocidade máxima, assume o risco de causar dano aos outros e isso é crime doloso. Quanto à droga, o bafômetro detecta álcool, mas não maconha ou cocaína. Como ele fugiu, vai ser difícil provar que estava sob efeito de droga. Enquanto isso, as vítimas que recém saíam de suas orações sofrem as consequências. Aqui nesta terra, o que não precisa de prova é o sofrimento das vítimas
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