'É o maior desastre fiscal da capital desde 1988', diz Alexandre Garcia
Distrito Federal enfrenta apagão dos serviços públicos: companhias de ônibus estão em greve e pagamentos de servidores estão atrasados.
O Distrito Federal enfrenta um apagão dos serviços públicos: companhias de ônibus estão em greve, pagamentos de servidores estão atrasados. Isso é só um reflexo da dívida que o governo do Distrito Federal vai deixar para o próximo governo.
O Distrito Federal vive dias difíceis. Vários serviços estão sendo paralisados por falta de pagamento. O governo promete colocar as contas em dia até o fim do ano.
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É o maior desastre fiscal da capital do país desde que passou a eleger governador, com a Constituição de 1988. Segundo o Tribunal de Contas local, o ano passado já terminara com um deficit de R$ 1 bilhão. Agora vai ser mais que o dobro disso.
Enquanto o governo ainda paga contas do estádio, não falta pagar apenas empresas de ônibus, coletoras de lixo, comida para hospital. Até os animais do zoológico vão ficar desamparados por falta de pagamento de quem cuida deles.
Os seguranças da rede pública de saúde também estão à espera de pagamento, assim como os fornecedores. É bom lembrar ao contribuinte do país inteiro que paga segurança, educação e saúde no Distrito Federal.
Que espécie de administração foi essa? Os eleitores responderam nas urnas. O governador, candidato à reeleição, perdeu até para o candidato que fez campanha por apenas três semanas, e ficou fora do segundo turno. E só depois das urnas é que começou a aparecer o aperto, deixando os credores de mãos estendidas.
Julgado pelas urnas, poderá ser julgado pelos tribunais, se tiver infringido a Lei de Responsabilidade Fiscal, quando o ano terminar. A propósito de fim de ano, depois de notícias de que a festa do Réveillon na Esplanada havia sido cancelada pela óbvia falta de dinheiro, o governo confirmou os fogos e vai sair festejando. Governador que entra é que não tem o que festejar.
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