'A economia se curva à educação', diz Miriam Leitão sobre dados do Brasil
Para comentarista, dados divulgados sobre educação brasileira são preocupantes. 'Sem educação não tem sucesso econômico', afirma.
Nos últimos dias, saíram três indicadores importantes sobre a educação. Os números são preocupantes. O Ideb mostrou uma estagnação no Ensino Médio. Os dados são bons apenas nos primeiros anos do Ensino Fundamental. E, em geral, a média do Brasil é ruim. Mas, teve casos bons e esses casos animam, porque mostram que o empenho acaba alterando o quadro. O dado mais interessante é o do Rio de Janeiro, que em duas avaliações do Ideb saiu 26° lugar para o 4° lugar. Então, é possível fazer esse avanço.
A gente costuma considerar a OCDE o clube dos países ricos. Mas, na verdade, hoje, a OCDE tem países médios como Chile, México. Quando o Brasil é comparado a esses dois países, perde. E aí não tem razão. Perder para os Estados Unidos, em gasto por aluno, é normal. Para o México e Chile não. É preciso mais gasto e usar de forma mais eficiente.
O terceiro dado, do IBGE mostra que está diminuindo o numero de formandos do Ensino Superior e é, de novo, preocupante. Essa crise das empresas privadas, muitas vezes, surgiu da demora na fiscalização do Ministério da Educação nessas empresas. Não precisava chegar nesse ponto essas universidades que fecharam, como no Rio. Fecharam e pessoas na hora de se formar não conseguiam se formar. Gente que gastou dinheiro para pagar.
A educação é o centro de qualquer construção do futuro. A economia se curva à educação, porque a educação é que nos comandará. Sem ela, não tem sucesso econômico.
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