segunda-feira, 9 de junho de 2014

Edição do dia 06/06/2014
06/06/2014 10h39 - Atualizado em 06/06/2014 10h39

Alexandre Garcia: 'O que os olhos não veem o corpo depois pode sentir'

Comentarista lembra que avaliação da Anvisa testou condições sanitárias de restaurantes que quiseram participar. 'É um sinal', afirma.

Falta muito para melhorar, e os clientes pagam tão caro para passar mal. Não é o luxo que foi avaliado, foram as condições sanitárias. Isso é uma amostragem de adesão opcional e os estabelecimentos sabiam quais seriam as exigências da Anvisa, mas já é um sinal.
O A é de excelência; o C ainda é aceitável em condições sanitárias, diz a Anvisa. O levantamento piloto vai ser avaliado em agosto, quando a associação dos restaurantes e a Anvisa se juntam em um encontro nacional.
Nossos principais visitantes na Copa - americanos, alemães e ingleses - já receberam recomendações para evitar comida de rua e, em casos de peixe, carne, ovos e vegetais, só aceitar pratos bem cozidos e ainda quentes.
Muitas vezes a cozinha não está à vista. Por isso é importante essa amostragem da vigilância. O que os olhos não vêem o corpo depois pode sentir. A segunda doença mais relatada por americanos no Brasil, segundo lista das autoridades de lá, é infecção intestinal e diarreia.
A avaliação foi feita também em 11 aeroportos. Apenas três agraciados com 100% de categoria A: os de Curitiba, Cuiabá e Confins, em Belo Horizonte. Guarulhos teve 79% de A. Galeão, no Rio, e Salgado Filho, em Porto Alegre, com pouco A, ao redor de 5%. Em Salvador, o aeroporto ganhou 26% de A, mas a cidade, estranhamente, não teve a avaliação. Antes disso, já se sabia que nos aeroportos, a principal queixa é com o preço da comida.

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