Edição do dia 14/05/2014
14/05/2014 09h31 - Atualizado em 14/05/2014 09h31
'Falta respeito a direito humano e constitucional', diz Alexandre Garcia
Comentarista afirma que falta de remédios para quem não pode pagar é um mal crônico no país, que faz os mais necessitados serem submetidos a uma humilhante correria para fazer valer o que é um direito constitucional.
A falta de remédio é um problema que se arrasta. Desde 1988 a Constituição determina que a saúde é um direito de todos e dever do Estado. Ou seja, o poder público já teve mais de um quarto de século para cumprir a Lei Maior e não consegue.
A falta de remédios para quem não pode pagar, principalmente os mais caros, é um mal crônico no país, e um mal cruel, que faz os mais necessitados, os com mais idade e os com menos saúde ficar em filas pela madrugada e depois serem submetidos a uma humilhante correria para fazer valer o que é um direito constitucional.
Argumentam as autoridades problemas com licitações, mas é apenas uma tentativa de justificar a falta de planejamento, porque não é difícil prever a demanda de cada remédio. Além disso, quando querem, inventam argumentos legais para dispensar licitações - mas não quando está em jogo o principal, que é a saúde das pessoas, principalmente as mais afetadas por falta de condições sanitárias ao longo da vida.
Não é só nas farmácias especiais. Também nos hospitais públicos faltam medicamentos e é trágico alguém estar com uma infecção grave e sendo tratado pelo antibiótico específico, no terceiro dia tem que mudar de antibiótico porque o específico faltou - e o tratamento vai por água abaixo.
Não é só incompetência para planejar, é falta de respeito a um direito humano e constituciona
Nenhum comentário:
Postar um comentário