Se o Brasil fosse um país sério, Dilma já estaria presa por causa do escândalo de Pasadena
No olho do furacão por causa da aquisição da bilionária, porém obsoleta, refinaria de Pasadena, no Texas, Dilma tenta agora evitar que a roubalheira que se instalou na Petrobras atinja o seu desgoverno e principalmente o seu plano abusado de reeleição. A presidente disse que apurará “com o máximo de rigor” eventuais crimes envolvendo a estatal.
“Não hesitarei em combater o malfeito, a ação criminosa, corrupção ou ilícito de qualquer espécie. Mas também não ouvirei calada a campanha negativa, por proveito político, em ferir a imagem dessa empresa que o povo construiu com suor e lágrimas”, disse Dilma.
A petista pode fazer o discurso embusteiro que quiser, pois não há no País nenhuma campanha objetivando destruir a Petrobras. Aliás, quem se incumbiu dessa tarefa foi o próprio PT, que conseguiu colocar a estatal em situação de extrema dificuldade, a ponto de estar em estudo eventual redução da participação da empresa na partilha do pré-sal. Por lei, a Petrobras tem participação assegurada de 30% em qualquer consórcio para explorar petróleo e gás nas profundezas do oceano.
Os brasileiros não podem aceitar a insinuação de que a proposta de se criar uma CPI para investigar a Petrobras é política. E se de fato é, nada demais existe na proposta apresentada pelos partidos de oposição, que têm a obrigação de defender o patrimônio do povo brasileiro, que na última década foi vítima do jeito bandoleiro de governo do PT.
Com um palavrório esculpido por seus marqueteiros e dirigido à massa ignara que lhe rende votos, Dilma mais uma vez abusou do proselitismo barato e disparou: “Nada, nem ninguém, vai conseguir destruir esta que é a maior empresa brasileira. A de mais sucesso, a que mais orgulha o povo brasileiro. No passado tentaram reduzi-la e privatizá-la. Mas não vamos aceitar isso. A Petrobras é maior que cada um de nós. Ela é do tamanho do Brasil”.
O Brasil ainda é uma democracia, mesmo que teórica, e por isso Dilma Rousseff pode sair por aí falando o que quiser, da mesma forma que os brasileiros não podem se furtar do direito de interpretar as declarações presidenciais da forma mais realista possível. O PT transformou a Petrobras em uma usina de corrupção e não há como negar a realidade, pois contra fatos não há argumentos.
A afirmação de que a Petrobras foi construída com “suor e lágrimas” cabe em qualquer enredo rocambolesco de novela mexicana, mas não convence a massa pensante brasileira, que sabe muito bem o que se passou e ainda passa na estatal, que hoje deve mais de R$ 300 bilhões e nos últimos três anos, sob a batuta de Dilma, perdeu 60% do seu valor de mercado.
No momento em que a Petrobras passou a comercializar ações na Bolsa de Valores, aceitou de chofre as regras do mercado e a legislação respectiva. Por isso, a compra da refinaria de Pasadena e outros negócios inexplicáveis são suficientes para mandar os membros do conselho de administração da empresa para a cadeia. Em qualquer país minimamente sério, respeitador das próprias leis e com autoridades responsáveis, Dilma e seus parceiros no conselho de administração da Petrobras já estariam contemplando o nascer do astro-rei de forma geometricamente distinta, não importando o status de cada um.
Como nada disso aconteceu ou acontecerá nessa louca Terra de Macunaíma, Dilma deve erguer as mãos para o céu e agradecer por ainda estar em liberdade. É bom lembrar, que por muito menos executivos de grandes empresas norte-americanas foram presos e algemados em Wall Street.
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