'Principal que falta é planejamento e previsão', afirma Alexandre Garcia
Comentarista afirma que país teve sete anos para preparar aeroportos para a Copa, mas 'sobra cultura do improviso e do jeitinho'.
Improviso para resolver problemas sérios de infraestrutura. Mais uma vez faltam investimentos em áreas estratégicas. Não é nem que faltem investimentos, o principal que falta é planejamento e previsão.
Como se sabe, nós tivemos sete anos para preparar os aeroportos para a Copa. O que nos sobra é a cultura do improviso, do jeitinho, como o que vai ser dado nos aeroportos que não vão ficar prontos.
Mas bem além da comodidade e do conforto dos passageiros, está outra questão: a da segurança. A pista de Rio Branco, Acre, solta lascas e não é bom pousar à noite. E, como vimos em Belém, o acúmulo de água da chuva diária provoca aquaplanagem no pouso.
Primeiro a TAM proibiu seus pilotos a pousarem com água na pista; depois veio um aviso a todos os aeronautas para fazerem o mesmo. Agora, ainda que haja liberação oficial, a maioria das companhias opta pela segurança dos passageiros.
A alternativa é São Luís, que deve ter algum matadouro próximo da pista, porque, mais do que a maioria dos aeroportos brasileiros, a aproximação é feita entre urubus. Um único comandante já teve dois incidentes com urubus e o avião ficou no solo quatro dias para corrigir os danos.
Quando o pátio de São Luis fica lotado, outros voos desviados de Belém têm que pousar em Fortaleza que está com obras prejudicadas. E pousar em Fortaleza em vez de Belém é como ir daqui para Londres e ter que pousar em Berlim.
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