Médico que curou Gianecchini conta que tem vínculo de amizade com pacientes
Ao ver sua própria história, ele se emociona: 'Como não se envolver?'
07/03/2014 às 09h07
Atualizado em 07/03/2014 às 09h52
Atualizado em 07/03/2014 às 09h52
Coordenador do Banco de Sangue de Cordão Umbilical Europeu, professor convidado numa universidade de Oxford, na Inglaterra, chefe da unidade de transplante de medula óssea de um dos maiores hospitais brasileiros e autor de mais de 200 artigos científicos. Poderia, mas não é o vasto currículo que faz o hematologista ser especial para seus pacientes.
“A gente aprende sempre a ser profissional, de uma forma que você não se envolva com os pacientes no lado emocional. Na hematologia não tem condição da gente não se envolver, porque são doenças graves, que acometem pacientes jovens, que ficam internados vários meses e a gente não se vê todo dia. Então, como não se envolver? É claro que a gente se envolve”, relatou ele.
Carinho dos pacientes
Fabrício Battaglini acompanhou a visita do especialista ao menino Vitor, de 8 anos, que luta contra a doença. Ele usava dois broches, em um deles a frase “Força leucócitos”, no outro, “Fica Dr. Vanderson”. Quem explicou o gesto foi o próprio garoto: “É para ele ficar aqui, não viajar mais para a Inglaterra.”
Nas mãos do pequeno paciente, insetos de borracha presenteados pelo próprio médico. “São bichinhos para assustar as enfermeiras”, disse Vitor. A avó do pequeno paciente é só gratidão ao médico: “Ele atende qualquer dúvida, várias vezes ele responde com paciência. Isso faz toda a diferença para a família. A gente fica mais tranquilo. O Vitor trata o Dr. Vanderson como um amigo. Ele fica superfeliz ao vê-lo. O lado humano dele é surpreendente”, agradeceu a avó, Neuza Yokoi.
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