'População está acuada e com medo', diz Alexandre Garcia sobre crise no DF
'Há anos que o DF tem mais homicídios que a Itália', ressalta comentarista.
Crimes que ficavam na periferia chegaram ao coração da capital do país.
A Justiça considerou ilegal mas os líderes do movimento dizem que vão continuar, até que o governador cumpra as promessas salariais de campanha em relação à PM e bombeiros.
A Ana perguntou há pouco o que mudou para a população. Pois eu vou dizer o que mudou já muitos anos antes dessa Operação Tartaruga: as pessoas se trancam em casa, atrás das grades, como os comerciantes, com fechaduras extras, câmeras, contratos com empresas de segurança, que estão ganhando um dinheirão por falta da segurança que é dever do Estado, que é beneficiário de uma altíssima carga tributária.
Eu testemunhei essa evolução às avessas, desde o tempo em que o carro e a casa ficavam abertos. Mas veio o inchaço desordenado, com invasões que se consolidaram com a omissão, com a cumplicidade de governos. E nunca isso recebeu solução e acabou desencadeando o crime.
Assaltos e homicídios, que se concentravam na periferia, agora transbordaram para o coração da capital do país, o chamado Plano Piloto, Lago Sul.
Há anos que o Distrito Federal tem mais homicídios que a Itália inteira. E não se soube dar solução para isso. Agora fica pior, com esse embate entre cumprir promessas de campanha versus parar com Operação Tartaruga. E entre os dois, está a população, eleitora e contribuinte, acuada e com medo.
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