Edição do dia 01/11/2013
01/11/2013 10h42
- Atualizado em
01/11/2013 10h42
Alexandre Garcia: 'Após 4 meses, é louvável medida para conter terror'
Para comentarista, governo deveria ter agido logo após primeira depredação.
Mascarados seguem quebrando, saqueando e incendiando impunemente.
Por que a demora de uma reunião que deveria ter sido feita no day after de junho. Os mascarados já destroem há quatro meses e afastaram das ruas os cidadãos que portavam cartazes como “Povo passivo. Corrupção ativa”.
A reunião teria sido para repetir o óbvio: que é dever do estado proteger o patrimônio público e privado contra depredações e saques. Não é essa a função normal, rotineira da polícia?
E não têm anunciado há anos as autoridades que as polícia trabalham integradas na troca de informações de inteligência para monitorar ações criminosas?
Esta semana, a presidente usou a palavra “barbárie” para as violências nas ruas. E o ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência classificou os depredadores como “movimento social, que precisa ser compreendido e com o qual é preciso dialogar” – um diálogo que os mascarados não aceitam.
A pesquisa mostra que a população não aceita a violência. Parece que a questão, afinal, está na falta de decisão: a autoridade mostrar de que lado está, entre a garantia constitucional do direito de reunião e a obrigação do estado de usar a força, se necessário, para impedir a violência.
É melhor a gente distinguir bem força e violência. Força é monopólio do estado e da polícia; violência é o que está sendo feito nas ruas.
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